SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO DE GOIÂNIA – SINDMETAL – GO

Menu

Produção industrial goiana lidera crescimento no País

Setor fecha outubro com o maior avanço em todas as comparações da Pesquisa Mensal do IBGE


A indústria goiana deve fechar 2012 com o maior crescimento do País. A avaliação, feita por analistas, está baseada em números divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com relação à quantidade de bens produzidos em outubro passado.

O Estado apresentou o maior avanço em todos os parâmetros comparativos da Pesquisa Industrial Mensal. Em relação a setembro, o salto foi de 15,5% – o maior do País. Na comparação com o mesmo período de 2011, o aumento da produção foi de 16,7% – também o maior.

Em 2012, a indústria goiana acumula expansão de 5% – mais uma vez a maior dentre as 14 regiões pesquisadas. Só para se ter noção, a média da produção nacional nos primeiros dez meses apresenta retração de 2,9%. O segundo Estado melhor colocado no ranking, a Bahia, registra 2,3% de crescimento.

O cenário de otimismo para este ano já havia sido anunciado pelo POPULAR em reportagem publicada no dia 4 de janeiro. A previsão era de que, enquanto a indústria nacional poderia ter um crescimento modesto ou de retração, o setor produtivo local registraria alta.

“Essa projeção está se confirmando”, diz o analista técnico da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Wellington Vieira. “O segundo colocado, que é a Bahia, tem um indicador distante de Goiás.”

O crescimento da indústria goiana em 2012 é puxado pelo setor químico, especialmente pela indústria farmacêutica, e pelo setor de metalurgia básica, com destaque para a fabricação de cimento. Até outubro, o primeiro avançou 20% e o segundo, 7,2%, em relação a 2011.

O vice-presidente do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas de Goiás, Heribaldo Egídio, explica que essa expansão da atividade em 2012 ocorre por conta do aumento de linhas de produção industrial pelas gigantes do setor, como Hypermarcas e Teuto, e pelo aumento de consumo das classes C e D.

Heribaldo Egídio estima que, para 2013, o cenário pode mudar. “A expectativa de ascendência do preço do dólar vai encarecer os insumos. Não há sinalização de investimentos. Mesmo assim, esperamos ter um resultado positivo.”

Cimento

Na metalurgia básica, o investimento do setor público na recuperação, construção e duplicação de rodovias federais e estaduais vem puxando a produção da indústria de cimento e de materiais usados nestas obra, como brita.

O presidente do Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento do Estado de Goiás (Sinprocimento), Luiz Ledra, diz que a previsão de investimentos em infraestrutura fez o setor aumentar sua produção para atender a demanda.

O governo do Estado informa que o programa Rodovida, neste ano, já recuperou 81,4 mil quilômetros de rodovias estaduais. O governo federal, por meio do Dnit, informa que a recuperação da BR-060, que liga Goiânia a Jataí, avançou em 2012, chegando a um terço do previsto.

Ledra diz que, hoje, há 326 indústrias de cimento cadastradas no sindicato. Embora o faturamento tenha caído 4% por conta do aumento das vendas no atacado, a quantidade de produção aumentou.

Resultados

O pesquisador do IBGE e um dos responsáveis pela Pesquisa Industrial Mensal, Fernando Abritta, afirma que a metodologia do levantamento da produção em Goiás, a partir de janeiro, vai incluir mais setores industriais entre os pesquisados. Abritta informa que os resultados da indústria automobilística serão incluídos. Hoje, o IBGE pesquisa apenas cinco setores industriais no Estado.

Das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE, 7 registraram alta

Rio – A produção industrial em outubro cresceu em 7 das 14 localidades pesquisadas pelo IBGE, com destaque para Goiás, em alta de 15,5%, e Espírito Santo, de 12,3%. No Pará, a alta foi de 3,1%, Rio de Janeiro, 3%, Minas Gerais, 2,8%, Paraná, 2,2% e São Paulo, 1,6%. Por outro lado, a produção em Pernambuco registrou queda de 7,9%, a região Nordeste de 5,8%, o Rio Grande do Sul, de 5,4%; Amazonas, de 3,5%; e Ceará, de 3,1%. Já na Bahia a produção caiu 1,4% e Santa Catarina, 0,3%.

Fonte: O Popular (GO)

Deixe um comentário