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Petrobras faz proposta para trabalhadores em greve

A Petrobras apresentou nesta quarta-feira (11) uma nova proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) aos petroleiros, incluindo reajuste de 9,53% nas tabelas salariais, e disse que aguarda um posicionamento da categoria para o encerramento da greve que já dura quase duas semanas e impacta a produção de petróleo.”Essa é a proposta definitiva da companhia e traduz o empenho máximo da empresa para atender às reivindicações dos empregados e seus representantes…”, disse a estatal em nota.

O Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP) marcou reunião para a tarde de quinta-feira para avaliar a proposta da estatal e definir os próximos passos do movimento da categoria. Por enquanto, a entidade manteve a orientação para a continuidade da greve.

“Além de não ter enviado a íntegra da proposta com as cláusulas redigidas, ainda há reivindicações que não foram respondidas pela empresa”, disse a FUP em nota, acrescentando que ainda aguarda a formalização da proposta de acordo coletivo para verificar se a redação mantém direitos já assegurados.

“Portanto, a orientação é para que os petroleiros mantenham a greve em todas as bases, aguardando os próximos indicativos da FUP e de seus sindicatos.”

A Petrobras afirmou que a oferta mantém benefícios e vantagens que fazem parte do acordo vigente. A estatal também propôs criar um grupo técnico, com representantes da empresa e da FUP para elaborar um relatório sobre itens constantes na Pauta pelo Brasil.

Nesta terça-feira (10), a Petrobras suspendeu a segunda rodada de negociações que havia agendado com sindicatos dos petroleiros.

Na ocasião, a Petrobras não informou o motivo da suspensão da reunião, em que seriam tratadas “negociações do Acordo Coletivo de Trabalho”. A companhia irá reagendar as reuniões e está trabalhando em proposições com vistas ao fechamento do ACT. Assim que forem definidas as novas datas para reunião, os empregados serão informados”, disse a empresa em nota.

A primeira reunião da empresa com os sindicatos desde o início da greve aconteceu na segunda-feira (9), mas não houve acordo e os trabalhadores decidiram manter a paralisação.

Os petroleiros protestam principalmente contra o plano de venda de ativos da estatal, de mais de US$ 15 bilhões até 2016. Além disso, querem a retomada dos investimentos da Petrobras, o fim das demissões e a garantia de benefícios.

“A Petrobras continua empreendendo esforços na busca por entendimentos para o fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho 2015”, disse a empresa em comunicado divulgado nesta segunda. A companhia informou ainda que “se dispôs a avançar em itens reivindicados pelas entidades sindicais e discutir aqueles não relacionados diretamente ao ACT”.Perda na produção diminui, diz Petrobras

A Petrobras informou que a estimativa de barris de petróleo que deixaram de ser produzidos nesta segunda por causa da greve dos petroleiros permaceneu em 115 mil – mesmo informado na sexta (6). A petroleira diz ainda que reduziu em 60% a perda diária de óleo desde o início da paralisação.

Na quinta-feira (5), a empresa havia dito que “através de seu plano de contingência, tem conseguido reduzir os impactos da greve sobre suas operações”.

Na quinta, a perda estimada foi de 127 mil barris. Na quarta (4), a perda de produção foi de 134 mil barris de petróleo, “o que significa uma recuperação de 25% com relação à registrada no dia anterior”, segundo a Petrobras.

Segundo a empresa, na segunda-feira (2) houve queda de produção de 273 mil barris de petróleo, o que corresponde a 13% da produção diária no Brasil. Na terça (3), a queda divulgada pela empresa foi de 178 mil barris de petróleo.

Na sexta, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) informou em nota à imprensa que o número de unidades marítimas da Petrobras na Bacia de Campos atingidas pela greve caiu para 46, ante 48 unidades na quinta (5).A greve

A greve foi iniciada no dia 29 de outubro por cinco sindicatos que compõem a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). No dia 1º de novembro, uniram-se ao movimento os sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), incluindo o da Bacia de Campos.

Em nota, a FNP informou que, aos poucos, os sindicatos que integram a FUP começaram a aderir, no domingo (1), ao movimento iniciado pelos sindipetros Litoral Paulista, São José dos Campos, Rio de Janeiro, Alagoas/Sergipe e Pará/Amazonas/Maranhão/Amapá.

A categoria, que pede reajuste salarial de 18%, rejeitou a proposta da Petrobras de reajuste de 8,11%. A paralisação também protesta contra o plano de venda de ativos da estatal e busca manter direitos dos trabalhadores, em meio às dificuldades financeiras da estatal.

Contrária ao plano de desinvestimentos na Petrobras, a FUP reivindica interrupção do processo de terceirização em curso na empresa e a retomada dos investimentos no país. “Os cortes de investimentos, venda de ativos, interrupção de obras e paralisação de projetos impactam o desenvolvimento do país e a soberania nacional”, disse.

Fonte: G1

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