SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO DE GOIÂNIA – SINDMETAL – GO

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Pequenos negócios empregam 37 milhões

Setor responde por 40% dos postos de trabalho do País, observados entre 2001 e 2011. Em Goiás, segmento teve alta de 47%

As pequenas e médias em­presas (MPEs) têm promovido o crescimento econômico, criado empregos e renda, e permitido ao trabalhador brasileiro a ascensão de classes, porém, não recebem todos cuidados que se equiparam a esse desempenho. O pequeno empreendedor gerou dois novos empregos por negócio aberto nos últimos dez anos (entre 2001 e 2011), seis milhões de postos no período e já responde por quase 37 milhões dos 92 milhões de empregos existentes no País. Em Goiás, os empregos no setor cresceram 47% no período e não são superiores por causa dos impostos elevados no Brasil.

Segundo a 3ª edição do estudo “Vozes da Nova Classe Média”, divulgada ontem pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, além de os pequenos empreendedores responderem diretamente por 40% dos postos de trabalho disponíveis, eles também são responsáveis por quase 40% da massa de remunerações da força de trabalho brasileira.

As MPEs respondem também por quase 40% da geração líquida de novos postos de trabalho e por um terço do crescimento do montante de remunerações do trabalho. Em Goiás, outro estudo recente, elaborado pelo Serviço de Apoio às Pequenas e Médias Empresas de Goiás (Sebrae-GO), e que também abrange a década entre 2000 e 2011, diz que as micro e pequenas empresas criaram 253,1 mil empregos com carteira assinada nesse período.

O total de empregos nessas empresas foi elevado de 223,7 mil postos de trabalho em 2000 para 476,8 mil em 2011. No período, as micro e pequenas empresas derrubaram a barreira dos 194 mil estabelecimentos. São empreendedores como Valéria Machado, que está feliz por ter o próprio negócio, mas que já começa o mês com a “luz amarela acesa” e precisa se virar para impedir que a “vermelha” se acenda no final do mês.

Muitos empreendedores precisam de recursos, mas encontram na burocracia, na dificuldade de acesso ao crédito e nos tributos, as maiores dificuldades para fazer com que o negócio cresça, gere mais renda e empregos. Para Valéria, mesmo com o Simples Nacional, os impostos consomem boa parte do faturamento desua loja. Por esse motivo, tem apenas uma funcionária.

“Os impostos são muitos e, por isso, temos de ter muito jogo de cintura para não entrar no vermelho”, diz ela, que tem de reduzir a margem de lucro para vender. “O recurso é oferecer descontos, liquidar e fazer promoções em certas datas, como o Dia das Mães”, ressalta a pequena empresária, que tem uma loja que leva seu nome, há oito anos. E, por várias vezes, já pensou em fechar o negócio.

Fonte: O Hoje (GO)

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