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Metalúrgicos decidem sobre greve na GM nesta segunda

Assembleia pode pôr fim à paralisação iniciada na semana passada

Uma assembleia dos metalúrgicos, às 15h de hoje, em frente a fábrica da General Motors (GM), em Gravataí, decide pelo fim ou não da greve na empresa, iniciada na quarta-feira passada. Na manhã desta sexta-feira, em audiência de instrução e conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 4ª Região, na Capital, foi elaborada uma nova proposta de acordo.

O texto contempla reajuste salarial de 9,5% (sendo 7,22% referente ao INPC e o 2,3% de ganho real), piso salarial de R$ 1.200,00, abono salarial de R$ 3 mil e Programa de Participação de Resultados (PPR) de R$ 9.650,00 para 100% das metas. Também inclui quinquênio de 1% a cada cinco anos.

Sobre a jornada de trabalho, a proposta é redução para 41 horas semanais a partir de maio e para 40 horas a partir de abril do próximo ano. Atualmente, os profissionais cumprem 42 horas por semana. Inicialmente, os grevistas solicitavam 12% de aumento e piso salarial de R$ 1.712,00, hoje em R$ 1.022,00. No entanto, o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí considera a proposta construída satisfatória, embora não a ideal.

“Não buscamos tudo, mas chegamos bem perto. A proposta construída no tribunal é boa”, diz o diretor-administrativo da instituição, Valcir Ascari. Segundo o sindicalista, pelo menos 70% dos metalúrgicos da fábrica aderiram à paralisação. Ascari aposta em um acordo nesta tarde, mas faz uma ressalva. “Não tenho como saber o que se passa na cabeça dos outros.”

Também foi proposta a antecipação de 50% do 13º salário com pagamento para 29 de maio de 2013; estabelecimento de quinquênios, sendo no percentual de 1% a cada cinco anos; as horas paradas serão compensadas em três sábados adicionais, sendo que, além dos dois já estabelecidos na norma coletiva, um sábado a mais nos meses fixados pela empresa, com notificação antecipada aos trabalhadores e ao sindicato uma semana antes.

Ainda, na hipótese de despedida dos trabalhadores, pelo prazo de 60 dias a contar de 24 de abril de 2013, terão direito ao pagamento de uma indenização equivalente a 30 dias de salário. As regras estabelecidas relativas ao PPR, abono e reajuste salarial não são aplicáveis aos líderes de grupo, supervisores, gerentes e diretores, conforme acordos já anteriormente estabelecidos.

A vice-presidente do TRT da 4ª Região e presidente da Seção de Dissídios Coletivos , Rosane Serafini Casa Nova, intermediou o encontro desta sexta-feira e também confia no fim da greve. “Saí da reunião com bastante otimismo. A proposta apresentada é muito próxima da solicitada pelo sindicato dos metalúrgicos”, avalia. No entanto, a desembargadora salienta o fato de a decisão da assembleia ser soberana. Ainda assim, Rosane revela que, a “não solução” da questão, resultaria em certa frustração.

Conforme Rosane, uma questão que foi provavelmente assegurada no encontro foi a redução da jornada de trabalho. A desembargadora destacou o bom nível da reunião, com o clima próprio de um momento de greve, mas sem abandonar o diálogo na discussão.

A reportagem do Jornal do Comércio procurou ouvir o posicionamento da GM sobre a questão. Na tarde de sexta-feira, por meio de sua assessoria, a empresa informou que nenhum representante concederá entrevista até o final do impasse. Em nota, a montadora lembrou que “aguarda a aprovação do teor do acordo, em uma assembleia única dos empregados”.

Fonte: Jornal do Comércio (RS)

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