SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO DE GOIÂNIA – SINDMETAL – GO

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Metalúrgicos conquistam 8% de reajuste, além de cartão alimentação

Sindicato da categoria considera acordo positivo, já que representa ganho real

Os metalúrgicos do Estado encerraram a greve e consideram que o acordo firmado depois da negociação foi vantajoso para a categoria. O Sindicato dos Metalúrgicos do Estado (Sindimetal-ES) negociou reajuste salarial de 8%, o que equivale à reposição da inflação, que ficou em 5,98% e ganho real de 2%.
 
Para os trabalhadores que recebem remuneração abaixo do piso salarial o avanço foi ainda maior, já que eles vão receber reajuste de 10% em cima do piso salarial e do profissional, o que equivale a 4% de ganho real.
 
A categoria também conquistou o cartão alimentação na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para os trabalhadores de grandes complexos – Vale, Samarco, ArcelorMittal Tubarão e ArcelorMittal Cariacica, Petrobras e Aracruz Celulose (Fibria) – no valor mínimo de R$ 120. Além disso, os trabalhadores tiveram 100% dos dias parados abonados.
 
O Sindimetal já lutava há anos pela inclusão do cartão alimentação na CCT. Algumas empresas já forneciam o benefício, mas qualquer falta dos trabalhadores, mesmo que justificada, era passível de perda. Com a inclusão do cartão na CCT, o trabalhador só corre o risco de perda do benefício se a falta não for justificada ou se a soma do tempo de atraso totalizar 90 minutos no mês.
 
Na primeira negociação com os trabalhadores, os patrões ofereceram  6% de reajuste salarial e 7% de reajuste no piso salarial e profissional para os trabalhadores que ganham abaixo do piso. Na ocasião, os patrões alegaram que seria impossível garantir o cartão alimentação. Esta proposta foi rejeitada pelos trabalhadores.
 
Na negociação seguinte, a proposta dos patrões foi de 6,5% e 8% nos pisos salarial e profissional. Mais uma vez a proposta foi reprovada por ampla maioria. No retorno à mesa de negociações, os patrões mantiveram a proposta, motivando a deflagração da greve dos metalúrgicos, em 23 de novembro.
 
Depois do impasse, a negociação passou para mediação na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), mas ainda assim uma proposta que beneficia os trabalhadores não havia sido construída. Somente após as mediações os patrões avançaram e apresentaram proposta que contempla os trabalhadores.

Fonte: Seculo Diário (ES)

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