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Juro pode subir para frear inflação, diz Mantega

Ministro admitiu que o governo não titubeará em adotar medidas como a alta da Selic

São Paulo – O ministro Guido Mantega (Fazenda) deu sinais, ontem, de que a taxa de juros poderá subir para conter as expectativas de aumento da inflação e para inibir reajustes em outros setores da economia. A avaliação de Mantega é que os preços estão sendo influenciados por aumentos temporários de alimentos, que devem refluir com o fim do período de chuvas. Mas, indicou ele, é preciso agir para evitar que esse movimento se propague. “Inflação de alimentos não se resolve com juros, porém expectativas se resolvem com juros”, afirmou.

“O que nós temos hoje é que, com essa elevação pontual e localizada da inflação (nos alimentos), você pode correr o risco de uma contaminação para setores que não têm aumentos de custos e que queiram aumentar os preços. Então, você tem que dar uma sinalização de que os preços não vão continuar subindo”, declarou.

Apesar do discurso pró-juros, o ministro ponderou que a decisão sobre a taxa é do Banco Central. “O que tenho dito e repetido é que o governo sempre tomará as medidas que forem necessárias. Para combater a inflação são várias medidas e uma delas pode ser os juros. Mas só se o Comitê de Política Monetária (Copom) considerar isso conveniente”, afirmou.

No Rio, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini reforçou o discurso duro contra a inflação. “O que temos dito é que não há e não haverá tolerância com a inflação. Estamos monitorando atentamente todos os indicadores” , disse.

Mercado crê em Alta

Os discursos foram interpretados como sinal verde para a alta da taxa básica, hoje em 7,25% ao ano. Nos contratos de juros futuros para janeiro de 2014, negociados na BM&F, investidores apostavam em aumento para até 8,25% neste ano.

A próxima reunião do Copom, que define a taxa Selic, está marcada para semana que vem, o governo já trabalha com alta dos juros em abril. Mas analistas ainda têm dúvidas sobre quando o BC tomará essa decisão.

 Índice para idosos é maior, aponta FGV

São Paulo – A inflação para idosos está maior que a da população em geral, apontou índice divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) subiu 1,82% no primeiro trimestre de 2013 e acumula alta de 6,34% de alta em 12 meses.

Já o Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), também divulgado pela instituição e que considera a inflação geral, aponta alta de 6,16% no mesmo período.

O acréscimo decorre principalmente do grupo alimentação, que passou de 2,13% para 6,52% no período.

Fonte: O Popular (GO)

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