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Inflação pesa no bolso e faz varejo recuar, segundo IBGE

Volume de vendas caiu, mas receita cresceu, confirmando alta de preços. Maiores recuos foram no setor de alimentação e de combustíveis

A inflação oficial, que acumula alta de 6,59% em 12 meses, já pesa no bolso dos consumidores fazendo cair o volume de vendas do varejo no país em fevereiro. Segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (11), a taxa de crescimento do volume de vendas no varejo recuou para 0,4%, contra um crescimento de 0,6% em janeiro.

De acordo com Reinaldo Pereira, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, o recuo no varejo se deve basicamente ao aumento de preços. Comparado com fevereiro de 2012, o recuo foi de 0,2%. O varejo não apresentava taxa negativa de crescimento e volume desde novembro de 2003, quando também marcou -0,2%.

O efeito da inflação pode ser percebido no aumento da receita do varejo em fevereiro, de 0,6%, em contraponto ao crescimento negativo do volume de vendas, ressaltou Aleciana Gusmão, técnica da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, ao apresentar a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).

Em fevereiro, no acumulado de 12 meses, a inflação no segmento de hiper e supermercados marcou 13,9%, bem acima da inflação geral de 6,59%, o que fez o consumidor comprar menos e pagar mais. As vendas em supermercados registraram queda no volume de -1% comparado com janeiro e -2,1% na relação com fevereiro de 2012. Foi pior índice desde março de 2009, quando marcou -0,2%. O segmento tem peso de 45% na formação do índice do varejo.

Outro segmento que impactou o bolso do consumidor foi o de combustíveis. Segundo Aleciana, de janeiro de 2012 a janeiro de 2013, os combustíveis tiveram aumento de 0,2%, mas de fevereiro de 2012 a fevereiro de 2013, o aumento passou para 4,7%, por conta dos dois ajustes de preços de combustíveis somente este ano.

Também desestimulou o consumidor a retomada do Imposto sobre Produtos Industrializados nos móveis e eletrodomésticos e nos automóveis.

Fonte: G1.com

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