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Inflação fechará o ano entre 5% e 5,5%

Estimativa é do secretário Nelson Barbosa. BC tem como meta IPCA de 4,5% em 2013 e em 2014, com dois pontos percentuais de margem

A entrada da safra agrícola e a não ocorrência de choques inflacionários deve levar a alta dos preços a desacelerar no segundo trimestre e durante o resto do ano, afirmou ontem o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa. Segundo previsão dele, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – que mede a inflação oficial do País – encerrará 2013 com alta entre 5% e 5,5%.

O Banco Central (BC) tem como meta uma inflação de 4,5% neste e no próximo ano, com dois pontos percentuais de margem para cima ou para baixo, o que deve fazer com que a alta dos preços fique mais um ano dentro da margem de 2,5% a 6,5%. No mês passado, o IPCA acumulado nos últimos 12 meses estourou o teto da meta e atingiu 6,59%.

Ontem, o boletim Focus – feito pelo BC, que coleta informações no mercado – mostrou que os analistas consultados elevaram ligeiramente a projeção para o IPCA em 2013 de 5,70% para 5,71%. Para 2014, a projeção de inflação foi mantida em 5,71%.

Para Barbosa, os choques que elevaram o índice desde meados do ano passado começam a ser revertidos, principalmente a alta dos preços das commodities agrícolas no mercado internacional e no Brasil, devido às quebras de safra em 2012 e à elevação dos preços de alguns alimentos in natura no mercado interno.

Desaceleração

A partir do segundo semestre, a desaceleração do índice de inflação deve ficar mais clara, disse. “Trabalhamos para que a inflação convirja para o centro da meta em um prazo adequado”, afirmou o secretário. “A inflação é uma variável importante, que nos preocupa.”

Sobre o cenário atual, de baixo crescimento e aceleração da inflação, ele disse que a previsão do governo é de um avanço da economia de cerca de 3,5% neste ano e desaceleração dos preços. “Não há contradição entre acelerar crescimento e prever inflação para baixo em 2013.”

Outro fator de pode manter a inflação sob controle é a elevação de produtividade, na visão do secretário. “No curto prazo, a elevação do crescimento vai gerar aumento de produtividade porque, mesmo com cenário adverso em 2012, as empresas preferiram não demitir. Neste ano, a produção vai subir sem aumento de contratações – e a expectativa é que a produtividade suba.”

O aumento da Selic – taxa básica de juros da economia brasileira – também deve ajudar. “Mesmo que a inflação não esteja diretamente relacionada à demanda, é preciso agir para combater os efeitos secundários, para que a elevação não seja permanente e contamine expectativas. Acho que é nesse sentido que o BC iniciou elevação das taxas juros”, disse Barbosa. “Mas quem fala sobre isso é o BC.”

Fonte: O Hoje (GO)

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