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Governo não poupará medidas para conter a inflação, diz Mantega

Essa foi a maior inflação medida desde novembro de 2011, quando a taxa ficou em 6,64%

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo não poupará medidas para conter a inflação “e impedir que ela se propague”.

A afirmação foi feita após encontro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) nesta quarta-feira (10). O ministro, no entanto, não detalhou quais medidas seriam essas.

A inflação acumulada pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 12 meses encerrados em março chegou a 6,59%, estourando o teto da meta oficial do governo, de 6,5%, segundo dados do IBGE divulgados nesta quarta-feira.

Foi a maior inflação medida desde novembro de 2011, quando a taxa ficou em 6,64%.

A meta do governo para a inflação é de 4,5% em 2013, com margem de dois pontos percentuais.

DESACELERAÇÃO

Mantega disse que está “atento à inflação”, mas ressalvou que a alta de 0,47% do índice em março traz uma “boa notícia”, pois foi menor do que a inflação de fevereiro (+0,60%) e de janeiro (+0,86%).

O índice mensal ficou abaixo do esperado pelo mercado, que previa inflação de 0,5% em março.

“Estamos com uma trajetória de redução da inflação”, afirmou o ministro. Ele disse ainda que os alimentos pressionaram a inflação, impedindo uma queda maior do que a que ocorreu.

Segundo o ministro, o início da safra agrícola e a melhora no regime de chuvas irá fazer com que os alimentos continuem em uma “trajetória de desaceleração [dos preços]”.

Também presente na reunião, o presidente de CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, disse que os empresários estão preocupados com a inflação, mas que estão seguros de que o governo tem “as rédeas na mão”.

O secretário de acompanhamento econômico do Ministério da Fazenda, Antônio Henrique Pinheiro Silveira, também afirmou nesta quarta-feira que a inflação deve desacelerar até o fim do ano e ficar abaixo do teto da meta de 6,5% perseguida pelo governo.

“Consideramos o ano gregoriano [de janeiro a dezembro] para a meta. Em períodos anteriores, como em 2011, houve momentos em que a inflação ultrapassou o teto do intervalo, mas no fechamento do ano ficou dentro dele”, afirmou.

PREÇOS

De janeiro a março, o IPCA acumula alta de 1,94%. Em março, ficou em 0,47%, abaixo da taxa de 0,60% verificada em fevereiro.

Em janeiro, quando ficou em 0,86%, o IPCA só não chegou a 1% porque o governo pediu aos governos do Rio de Janeiro e de São Paulo que adiassem o reajuste do preço das passagens de ônibus.

Apesar do patamar elevado, o IPCA de março é o menor desde agosto do ano passado (0,41%).

Fonte: Folha Online

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