SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO DE GOIÂNIA – SINDMETAL – GO

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Goianos terão redução na tarifa de energia

Presidente da Celg G&T, Fernando Navarret garante que a queda de 16,7% na conta de luz será aplicada em 2013

A artesã Vanessa Cristina Gonçalves, de 31 anos, viu sua conta de energia elétrica subir R$ 40 em pouco menos de três meses. O consumo residencial girava em torno de R$ 90 e saltou para R$ 128 entre junho e setembro. Com isso, ela viu os custos da fabricação artesanal de bonecas de pano e enxoval para gestantes pesarem mais nos bolsos. “As despesas ficaram maiores e junto com o preço das matérias-primas, a energia pesou bastante no orçamento”, diz ela.

Agora, o governo federal fez um anúncio que, se confirmado, será um alívio para artesã e para todos os consumidores, goianos e brasileiros. Na terça-feira, o governo Dilma garantiu que vai desonerar em 16,7% as tarifas de energia elétrica no País, percentual inferior ao previsto (20,2%), mas que já agrada principalmente os goianos, diante das duas altas quase que consecutivas esse ano, uma no primeiro semestre, a outra no segundo.

Em junho, mais precisamente no dia 29, a Superintendência de Regulação Econômica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reconheceu como adimplente a Celg Distribuição S.A. – Celg-D, o que, conforme previsto em lei, afastava a possibilidade de concessionárias, permissionárias e autorizadas fontes de energia elétrica “de revisão, exceto a extraordinária, e de reajuste de seus níveis de tarifas, assim como de recebimento de recursos”.

A data-base, processo de revisão tarifária da Celg, ocorre no mês de setembro, dessa forma, no dia 4 daquele mês, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou outra proposta de reajuste de tarifa da companhia. O consumidor observou novo reajuste, dessa vez de 12,17% para residências e de 15% para grandes consumidores (indústrias).

A dúvida do consumidor era se o beneficio anunciado essa semana chegaria aos goianos, mesmo após as duas altas e reclamações de que o “caixa” da companhia estava no vermelho. O presidente da Celg Geração & Transmissão (Celg G&T), Fernando Navarret Pa­es, confirmou que a queda de 16,7% também chegará a todos os goianos a partir de 2013, conforme cronograma da resolução 579 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Desta forma, o consumidor que pagava R$ 70 na conta de energia elétrica, por exemplo, passou a pagar R$ 79,13 depois do primeiro reajuste, em junho, e R$ 88,76 após o segundo, em setembro. Agora, com a redução prometida e reforçada ontem pela presidente Dilma Rousseff, esta mesma conta deverá cair para R$ 73,93 (veja quadro), pouco mais que o valor desembolsado no início do ano.

Impasse

De acordo com Paes, os impasses judiciais e administrativos com as usinas de São Domingos e Rochedo, que aguar­- dam decisão sobre a forma de tarifação aplicada sobre a produção, não interferem nas tarifas ao consumidor goiano porque representam apenas 0,2% da energia elétrica produzida no Estado. Essa energia é comprada quase que em sua totalidade pela Bahia, Estado que, segundo ele, compra 99% de um total de 13 MW produzidos nas duas unidades.

“Foram feitos investimentos. Por isso, entramos com recurso no Ministério de Minas e Energia (MME) para rever o valor que é remunerado”, explica. A forma de tarifação da Usina de Rochedo, por exemplo, é feita apenas sobre as instalações antigas da usina (operação e manutenção), que recebeu investimentos é, por isso, pleiteia-se a revisão para que seja remunerada sobre operação, manutenção, investimento e ativo.

Ainda segundo Paes, o sistema de compra de energia acontece por meio de leilão. “As geradoras jogam a toda a produção em um bolo e compram pelo menor preço possível”, diz.

Fonte: O Hoje (GO)

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