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G20 deve debater níveis de dívida e grande estímulo monetário

Um dos pontos será reavaliação das ações de austeridade. Esforços prejudicaram economias que já sofriam com evasão de capital

 Líderes financeiros das economias do G20 devem debater nesta sexta-feira (19) metas específicas para controlar níveis de dívida e os potenciais perigos da última rodada de agressivas medidas de afrouxamento da política monetária dos maiores bancos centrais do mundo.

A reunião de dois dias acaba nesta sexta-feira é realizada durante os encontros de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

Eles também devem exigir uma resolução mais rápida para estabelecer os parâmetros de referenciais financeiros como a taxa de juros Libor em meio a um escândalo global de manipulação da taxa.

Mas a reavaliação das ações de austeridade entre as maiores economias do mundo será o principal ponto do debate.

As economias avançadas, particularmente na Europa, tomaram fortes medidas de austeridade nos últimos anos para segurar o crescimento da dívida, mas esses esforços prejudicaram em algumas vezes economias que já sofriam com evasão de capital e pouco investimento do setor privado.

O comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia (UE), Olli Rehn, disse à agência Reuters em entrevista na quinta-feira (18) que o período de redução de gastos e empréstimos foi necessário para acalmar os mercados, que estavam preocupados com níveis de dívida fora do controle, particularmente nos países periféricos da Europa. Esse tempo passou, disse ele.

“Foi tomada uma ação decisiva. Agora, como restauramos a credibilidade no curto prazo, isso nos dá a possibilidade de ter um caminho mais suave de ajuste fiscal no médio prazo”, afirmou.

Os Estados Unidos se opõem a se comprometer com qualquer meta de nível de dívida pública como porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB), uma forma comum de medir o tamanho da dívida de um país.

“Eu acredito que uma questão que irá surgir, é a questão de metas duras, ou não, para dívida/PIB”, disse a repórteres o ministro das Finanças do Canadá, Jim Flaherty, na quinta-feira.

Japão

Com relação ao Japão, o G20 aceitou a explicação de que seu agressivo afrouxamento monetário tem o objetivo de superar a deflação, e não de enfraquecer o iene.

O ministro das Finanças japonês, Taro Aso, afirmou após um jantar dos líderes de Finanças do G20 que reafirmou a determinação do país em continuar colocando em ordem suas questões fiscais para manter a confiança do mercado em suas finanças, além de impedir um súbito aumento nos rendimentos de títulos.

“O Japão explicou que sua política monetária tem o objetivo de alcançar uma estabilidade de preços e a recuperação econômica, e portanto está em linha com o acordo do G20 em fevereiro”, disse Aso a repórteres. “Não houve objeções a isso na reunião”, disse ele.

A expectativa é de que os líderes de Finanças do G20 confirmem uma promessa feita em fevereiro de evitar desvalorizações competitivas.

O BC do Japão deu início a um intenso estímulo monetário neste mês, prometendo injetar cerca de US$ 1,4 trilhão na economia em menos de dois anos, uma grande mudança em relação a suas medidas anteriores.

A medida reduziu com força o valor do iene, levando a moeda a mínimas de vários anos contra o dólar e o euro e levantando críticas de que o país estaria tentando intencionalmente enfraquecer o iene para ganhar uma vantagem competitiva nas exportações.

“Explicamos (na reunião do G20) que estamos convencidos de que as medidas que estamos adotando serão boas para a economia global, já que irão ajudar a reanimar o crescimento japonês”, disse Aso.

O FMI e a maioria dos países avançados endossaram o afrouxamento monetário do BC japonês considerando-o uma medida necessária para superar a deflação, mas alertaram que ele precisa ser acompanhado de reformas estruturais e de um plano confiável de reforma fiscal de longo prazo.

Fonte: G1.com

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