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Empresas vão investir mais em treinamento de líderes

Organizações se preocupam mais com seus líderes e destinam mais recursos à educação corporativa

As atitudes autoritárias das lideranças têm saído de cena e dado espaço a um líder que trabalha com o convencimento. Com muitos insucessos da primeira metodologia, o conceito de liderança engloba atitudes e ações voltadas ao trabalho de influenciar as pessoas, fazendo com que façam de forma voluntária suas obrigações. Assim como o conceito, o pensamento das organizações brasileiras também evolui. Elas se preocupam mais com o treinamento de seus líderes e destinam mais recursos à educação corporativa.

Competitividade e crescimento econômico. Ingredientes que demandam muito mais cuidados para quem deseja se manter no mercado e crescer. Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) em conjunto com a MOT – Treinamento e Desenvolvimento Gerencial, revelou que 84% dos funcionários de 285 empresas entrevistadas em todo o País já participaram de algum programa formal de treinamento.

As empresas goianas também se enquadram nesse contexto, segundo o consultor organizacional e presidente da MOT, Alfredo Castro. “Em Goiás e no Centro-Oeste há empresas que estão ‘na crista da onda’ e têm crescido muito. Porque utilizam bons processos de treinamento”, avalia.

De acordo com a consultora de lideranças e professora da Universidade Estácio de Sá, Maristela Monteiro de Oliveira, o “ser social” está em ênfase o que faz elevar a importância de se treinar líderes para que os liderados se sintam parte do processo. Essas mudanças vieram com o insucesso dos métodos usados por muitos anos e que tiveram sua eficácia por algum tempo, mas que não evoluíram e perderam seus efeitos práticos.

Além das mudanças de conceito sobre as atitudes e atribuições de líder, a afirmação de que a liderança era um atributo de nascença também caiu por terra. “É perfeitamente possível desenvolver a liderança em pessoas que não a tem em seus traços pessoais. Qualquer um pode se tornar líder e as organizações devem buscar essas qualidades em seus funcionários”, explica Oliveira.

Outros dois pontos, também importantes, apontados pela pesquisa, são destacados por Castro. Um deles é a ampliação da utilização de mecanismos e sistemas tecnológicos, que modificam os processos de comunicação entre os indivíduos e atribuem novos significados no intercâmbio de informações e compartilhamento do conhecimento.

Mais tecnologia

Nada menos que 18% de todo o investimento em treinamento hoje no Brasil é aplicado em algum tipo de recurso tecnológico. Na edição anterior da pesquisa, realizada ano passado, esse percentual era de 13%. “Descobrimos que 25% das organizações já estão usando mobile learning (treinamento usando dispositivos móveis) para aperfeiçoar seu pessoal”, completa.

Outro ponto destacado por Castro é que o levantamento também mostra que o investimento em educação corporativa deve crescer 15,3% em 2013. O treinamento presencial clássico é utilizado como único processo de treinamento para 24% dos participantes da pesquisa. Em 53% dos programas de treinamento consultados são utilizados recursos diversificados e mistos (blended learning).

Ordenados por prioridade, os cinco temas que farão parte dos programas de treinamento das organizações pesquisadas são os seguintes: liderança (80%); qualidade e/ou atendimento ao cliente (41%), comunicação (38%), segurança e/ou treinamentos obrigatórios (24%) e tecnologia da informação (19%).

Avaliação de resultados

Apesar de todo o investimento em treinamento, a pesquisa destaca que apenas 26,7% do total pesquisado utilizam metodologias de avaliação de aprendizagem juntamente com avaliações de reação. Um percentual, considerado grande, de 15% das empresas pesquisadas, não avaliam com nenhum método formal os impacto do treinamento e, por isso, não conseguem mensurar seus resultados.

Do total, 10,4% das empresas utilizam três métodos de avaliação de treinamento (reação, aprendizagem e aplicabilidade do conteúdo do treinamento) e 6% delas buscam determinar também o impacto do treinamento nos indicadores do negócio ou resultados financeiros.

Mesmo com a ampliação nos investimentos com treinamento e desenvolvimento, os gastos representam apenas 3,6% dos gastos com a folha de pagamento. O valor médio mensal de remuneração dos funcionários (líderes) que receberam treinamento é de R$ 5.227. O valor médio investido anualmente por treinando é de R$ 4.273. Isto significa que a relação entre o investimento anual por treinando e sua remuneração média mensal é de 81,7% (83% na pesquisa anterior).

Fonte: O Hoje (GO)

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