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Emprego na indústria fica estável em fevereiro ante janeiro, diz IBGE

Na comparação anual, porém, este foi o 17º resultado negativo consecutivo

O emprego na indústria brasileira mostrou estabilidade em fevereiro sobre janeiro, porém recuou 1,2% na comparação com o mesmo mês de 2012, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (10).

O resultado não exibiu nenhuma alteração ante janeiro, quando o emprego na indústria também ficou estável. Na comparação anual, porém, este foi o 17º resultado negativo consecutivo, repetindo a taxa observada em janeiro.

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A estabilidade vista no emprego em fevereiro, entretanto, ainda é melhor do que a situação da produção industrial, que no mesmo mês registrou recuo de 2,5%, no pior resultado mensal em pouco mais de quatro anos.

“O mercado só vai se recuperar efetivamente quando a industria apresentar de maneira mais sólida e consistente números positivos”, afirmou à Reuters, por telefone, o analista do IBGE Rodrigo Lobo.

“Estabilidade no mercado de trabalho vem desse sobe e desce da indústria”, acrescentou.

REGIÕES PESQUISADAS

Segundo o IBGE, na comparação com fevereiro de 2012, o contingente de trabalhadores sofreu redução em dez das 14 áreas pesquisadas.

O principal impacto negativo veio da região Nordeste, com queda de 5,3%, com destaque para a redução no total do pessoal ocupado nas indústrias de alimentos e bebidas (-8,7%) e refino de petróleo e produção de álcool (-21,7%).

São Paulo registrou queda de 1% no emprego industrial, que foi influenciado principalmente pelo recuo de pessoal empregado no setor de produtos têxteis (- 11,3%).

O IBGE informou ainda que o número de horas pagas teve ligeira alta de 0,1% em fevereiro em relação a janeiro, após três taxas negativas consecutivas. Em relação a um ano antes, houve recuo de 2,3%, marcando o 18º resultado negativo e o mais intenso desde setembro de 2012.

Dados recentes evidenciam dificuldades da atividade econômica se recuperar, mas o emprego no país ainda continua em expansão, apesar de mostrar menos força. Em fevereiro, foram criadas quase 124 mil vagas formais no país, acima do esperado pelo mercado, mas o pior resultado para esses meses em 4 anos, segundo dados do Ministério do Trabalho.

Também em fevereiro, a taxa de desemprego geral no país ficou em 5,6%, mantendo-se em níveis historicamente baixos, ao mesmo tempo em que o rendimento continuou em expansão.

Para este ano, o mercado acredita que a produção industrial crescerá 3%, mesmo ritmo que avalia para o PIB (Produto Interno Bruto).

Fonte: G1.com

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