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Dólar chega a R$ 3,86 após ataques em Paris, mas fecha em baixa

O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (16) após dia de instabilidade, com investidores evitando ativos de risco após os ataques em Paris na sexta-feira (13) mas avaliando que a influência dessas notícias sobre os mercados financeiros é limitada.O dólar recuou 0,38%, a R$ 3,8185 na venda. Na máxima desta sessão, a moeda norte-americana alcançou R$ 3,8621.

Em novembro, o dólar acumula queda de 1,15% sobre o real. No ano, há valorização de 43,62% da moeda norte-americana.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

Às 9h09, subia 0,45%, a R$ 3,8505.

Às 9h50, subia 0,18%, a R$ 3,8403.

Às 10h40, subia 0,05%, a R$ 3,8353.

Às 11h09, subia 0,03%, a R$ 3,8346.

Às 11h40, subia 0,09%, a R$ 3,8367.

Às 12h19, subia 0,03%, a R$ 3,8343.

Às 13h09, caía 0,23%, a R$ 3,8242.

Às 13h39, caía 0,6%, a R$ 3,8307.

Às 14h25, subia 0,08%, a R$ 3,8360.

Às 14h55, subia 0,28%, a R$ 3,8438.

Às 15h15, subia 0,28%, a R$ 3,8439.

Às 15h50, caía 0,16%, a R$ 3,8270.

O presidente da França, François Hollande, fez um apelo nesta segunda por uma coalizão única incluindo os Estados Unidos e a Rússia para erradicar os militantes do Estado Islâmico da Síria, após os ataques em Paris que deixaram ao menos 129 mortos.

Já o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, descartou nesta segunda-feira uma mudança de estratégia na luta contra o Estado Islâmico, apesar dos ataques a Paris.

“Os ataques em Paris assustam e a reação normal é buscar proteção”, disse à Reuters o operador da corretora Spineli José Carlos Amado. Ele ressaltou, porém, que o impacto do evento sobre os mercados é pequeno. “Não mudam os fundamentos (econômicos)”, acrescentou.

Ministério da Fazenda

No Brasil, investidores seguiram atentos a ruídos sobre o futuro de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda. Rumores de que o ex-presidente do BC Henrique Meirelles poderia ser seu sucessor agradaram o mercado na semana passada, mas notícias de que o próximo ministro não teria autonomia completa voltaram a golpear o bom humor na sexta-feira.Outro nome que entrou nos rumores como eventual sucessor de Levy é o do diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) Otaviano Canuto. “O mercado não conhece muito bem o Canuto, mas a primeira vista parece que ele defende uma política fiscal rígida, o que é positivo”, disse à Reuters o operador da corretora de um banco nacional.

Em entrevista nesta manhã, a presidente Dilma Rousseff afirmou que Levy permanecerá no cargo “até segunda ordem” e disse que as especulações sobre o ministro são nocivas para o país.

Juros nos EUA

O mercado também adotava cautela em meio a uma semana marcada por eventos que podem trazer mais pistas sobre quando os juros começarão a subir nos Estados Unidos.

Investidores evitavam fazer grandes operações antes da divulgação do índice de preços ao consumidor dos EUA e da ata do Federal Reserve, banco central norte-americano, nos próximos dias.

O mercado vem apostando que o Fed elevará os juros no mês que vem, o que pode atrair para a maior economia do mundo recursos aplicados em países como o Brasil, mas indicadores econômicos fracos e declarações menos incisivas de autoridades do Fed levantaram algumas dúvidas sobre essa perspectiva.

Ações do BC

O Banco Central deu continuidade, nesta manhã, ao seu programa diário de interferência no câmbio, seguindo a rolagem dos swaps cambiais que vencem em dezembro. Até agora, o BC rolou o equivalente a US$ 5,909 bilhões, ou cerca de 54% do lote total, que corresponde a US$ 10,905 bilhões.

Fonte: G1

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