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Dilma afirma que ‘reorganização’ da economia não afetará políticas sociais

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (3) que, apesar do momento de instabilidade econômica e pelo ajuste fiscal adotado pelo governo para “reorganizar” a situação fiscal do país, o governo não irá “abrir mão” das políticas sociais que, segundo ela, “estão mudando o Brasil”.Nesta terça, Dilma participou da cerimônia de abertura da 5ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar, em Brasília. Ao chegar ao evento, a presidente foi ovacionada pela plateia, que entoou o tradicional grito “Olê, olê, olá! Dilma, Dilma!”.

Além dela, participaram da cerimônia os ministros Tereza Campello (Desenvolvimento Social), Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário), Marcelo Castro (Saúde) e o ministro da Educação em exercício, Luiz Cláudio Costa.

“Passamos hoje por momentos de ajuste, por um momento necessário para reorganizar nossa situação fiscal, reduzir inflação, recuperar a força de nossa economia. Para isso, nós vamos adotar várias medidas, mas, asseguro a vocês, essas medidas têm por objetivo encurtar este período para que possamos, de forma mais rápida, crescer e gerar todos os empregos e oportunidades necessários para o nosso povo”, afirmou a presidente.

“Todas as escolhas que fizemos [de ajuste fiscal] estão orientadas pelos compromissos de – ao mesmo tempo – fazer uma reorganização da nossa economia, mas nós não vamos abrir mão das políticas que estão mudando o Brasil”, complementou.

Em um discurso que durou cerca de 25 minutos, a presidente voltou a defender o Bolsa Família e afirmou que o programa “não será reduzido”. No mês passado, o relator do Orçamento 2016 no Congresso Nacional, deputado Ricardo Barros (PP-PR), afirmou que iria propôr um corte de R$ 10 bilhões dos R$ 28,8 bilhões previstos para o programa no ano que vem.”Quero assegurar que o Bolsa Família continua sendo pago pontualmente e garanto que não sera reduzido”, enfatizou Dilma.

Ao defender os programas sociais do governo, Dilma disse que não dará “nenhum passo atrás” na trajetória do governo federal de combate à fome. Ela enfatizou, reiteradas vezes, que o Brasil saiu do mapa da fome do Fundo das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

“Como a gente diz: o fim de um período é o início de uma nova luta. Por isso, nenhum passo atrás será dado na nossa trajetória, nós vamos ampliar nossa agenda, que não é qualquer agenda. É uma das agendas centrais do meu governo. Nós daremos continuidade e avançaremos sem qualquer recuo a todas as ações que garantam que brasileiros e brasileiras fiquem livres da fome”, disse.

Combate à fome

Dilma também dedicou parte de seu discurso para defender o “compromisso político” do governo federal no combate à fome desde o início de 2003, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu o Planalto. Aos presentes, ela disse que o governo “não fez mágica”, mas, sim, “escolha política”.

“Priorizar o combate à fome e a superação da miséria, nós sabemos, é só o começo”, acrescentou.

Dilma, então, voltou a defender o Bolsa Família, a criação de emprego e o aumento do “poder de compra” do salário mínimo o que, segundo ela, garantiu que as famílias brasileiras tivessem acesso à alimentação.

“E [a saída do mapa da fome da FAO] foi resultado de muita participação social e da adoção de um modelo de governança democrático, com garantia e transparência no combate à fome”, concluiu.

Fonte: G1

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