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Delatores testemunham em processo da Lava Jato contra José Dirceu

Começam nesta sexta-feira (6) as audiências de testemunhas de acusação do processo da Operação Lava Jato a que responde o ex-ministro José Dirceu. Devem ser ouvidos a partir das 14h o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef e o empresário Augusto Mendonça – todos delatores.

Estão marcados ainda para segunda-feira (9) os depoimentos dos empreiteiros Ricardo Pessoa, da UTC, Dalton Avancini e Eduardo Leite, da Camargo Corrêa, além de Marcelo Halembeck, dono de uma construtora.

A oitiva das testemunhas de acusação abre a etapa de instrução do processo. A partir do dia 13 de novembro devem começar a ser ouvidas as testemunhas convocadas pelas defesas dos acusados.

Além de José Dirceu, outras 14 pessoas são rés na ação penal que investiga o pagamento de propina pela Engevix Engenharia para agentes da Diretoria de Serviços da Petrobras e para o Partido dos Trabalhadores (PT).A denúncia

Conforme o procurador da República Deltan Dallagnol, a denúncia envolve atos ilícitos no âmbito da diretoria de Serviços da Petrobras, e abarca 129 atos de corrupção ativa e 31 atos de corrupção passiva, entre os anos de 2004 e 2011.

O valor de corrupção envolvido nestes atos foi estimado em R$ 60 milhões, e cerca de R$ 65 milhões foram lavados.

Conforme o procurador Roberson Pozzobon, a participação da Engevix e seus executivos se dava através de projetos da empreiteira com a diretoria de Serviços da Petrobras. “Dentro desses projetos, foram efetuados depósitos em favor dos operadores Milton Pascowitch e seu irmão José Adolfo”, explicou.Segundo Pozzobon, o pagamento da propina era feito através de contratos ideologicamente falsos firmados entre a Engevix e a Jamp, empresa de Pacowitch. O dinheiro era repassado para Pedro Barusco, Renato Duque e para o núcleo político, que incluía Dirceu.

De acordo com o despacho em que a denúncia do MPF foi recebida, metade das propinas acertadas pela Engevix Engenharia com a Diretoria de Serviços da Petrobras no esquema de corrupção era a destinada a agentes da estatal, e a outra metade ia para o Partido dos Trabalhadores.

O dinheiro, segundo a denúncia, era recolhido pelo então tesoureiro da legenda João Vaccari Neto, por solicitação do então diretor Renato Duque.

“Ainda segundo a denúncia, parte das propinas acertadas (…) era destinada ao

acusado José Dirceu de Oliveira e Silva e a Fernando Antônio Guimarães Hourneaux

de Moura, por serem responsáveis pela indicação e manutenção de Renato Duque no

referido posto”, escreveu Moro. A parte que cabia aos dois vinha da parcela do partido, de acordo com a acusação.

Veja a lista de réus e as acusações da denúncia:

– Cristiano Kok, presidente de Engevix Engenharia: organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

– Fernando Antonio Guimarães Horneaux de Moura, lobista suspeito de representar José Dirceu na Petrobras: organização criminosa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

– Gerson de Mello Almada, ex-vice-presidente da Engevix: corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

– João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT: corrupção passiva qualificada.

– José Adolfo Pascowitch, operador do esquema: organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

– José Antunes Sobrinho, executivo da Engevix: corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

– José Dirceu de Oliveira e Silva, ex-ministro da Casa Civil: organização criminosa, corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro.

– Júlio César dos Santos, ex-sócio minoritário da JD Consultoria: organização criminosa e lavagem de dinheiro.

– Júlio Gerin Camargo, lobista e delator da Lava Jato: lavagem de dinheiro.

– Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão e sócio de Dirceu na JD Consultoria: organização criminosa e lavagem de dinheiro.

– Milton Pascowitch, operador do esquema e delator da Lava Jato: organização criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

– Olavo Horneaux de Moura Filho, operador: organização criminosa e lavagem de dinheiro.

– Pedro José Barusco Filho, ex-gerente da Petrobras: corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro.

– Renato de Souza Duque, ex-diretor da Petrobras: corrupção passiva qualificada e lavagem de dinheiro.

– Roberto Marques, ex-assessor de Dirceu: organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Fonte: G1

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