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Criação de empregos formais cai 23,6% até novembro, para 1,77 milhão

Trata-se do pior resultado para o período desde o ano de 2009. Em novembro, abertura de vagas somou 46.095, com alta de 7,86%

A criação de empregos formais somou 1,77 milhão de vagas no acumulado de janeiro a novembro deste ano, com queda de 23,6% frente a igual período do ano passado (2,32 milhões), segundo informou nesta quarta-feira (19) o Ministério do Trabalho, por meio dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Trata-se do pior resultado para o período desde 2009, quando foram abertas 1,68 milhão de vagas formais de trabalho no país. Naquele momento, a economia brasileira enfrentava os efeitos da primeira etapa da crise financeira internacional, marcada pelo anúncio de concordata do banco norte-americano Lehman Brothers, em setembro de 2008.

Para todo este ano, a previsão do Ministério do Trabalho é da abertura de 1,4 milhão de vagas formais. O governo lembra que tradicionalmente, em dezembro, há mais demissões que abertura de vagas, o que puxa para baixo o resultado.

Os números de criação de empregos formais do acumulado deste ano, e de igual período de 2011, foram ajustados para incluir as informações enviadas pelas empresas fora do prazo (até o mês de outubro). Os dados a partir de novembro ainda são considerados sem ajuste.

Crise financeira e medidas de estímulo

O fraco resultado na geração de empregos com carteira assinada acontece em um ano marcado pela crise financeira internacional, que tem prejudicado o crescimento de todas as economias ao redor do mundo.

No começo deste ano, a previsão do governo federal para a expansão da economia estava acima de 4%. Para o mercado financeiro, o crescimento será de cerca de 1% neste ano.

Para recuperar o crescimento, a equipe econômica do governo anunciou, nos últimos meses, uma série de medidas, como a redução do IPI para a linha branca (geladeiras, fogões e máquinas de lavar) e para os automóveis.

Além disso, também reduziu o IOF para empréstimos tomados pelas pessoas físicas, deu prosseguimento às desonerações da folha de pagamentos, liberou cerca de R$ 100 bilhões em depósitos compulsórios para os bancos e vem reduzindo a taxa básica de juros desde agosto do ano passado. Atualmente, os juros estão em 7,25% ao ano – os menores da história.

Mês de novembro

No caso do mês de novembro, porém, houve melhora frente ao ano de 2011. No mês passado, ainda de acordo com dados oficiais, foram abertas 46.095 empregos com carteira assinada, o que representa uma alta de 7,86% frente a igual período do ano anterior, quando foram criadas 42.735 vagas formais de trabalho.

Setores da economia

Segundo o Ministério do Trabalho, o comércio liderou a criação de empregos formais em novembro deste ano, com 109,6 mil postos abertos, ao mesmo tempo em que o setor de serviços apareceu na segunda colocação, com 41,35 mil vagas abertas. Estes foram os dois únicos setores que registraram contratações líquidas no mês passado.

Por outro lado, vários setores demitiram em novembro. A indústria de transformação, por exemplo, fechou 26,11 mil vagas formais. Além disso, a indústria extrativa mineral, com 224 desligamentos; serviços de utilidade pública, com 1,8 mil vagas fechadas; construção civil, com o fechamento de 41,5 mil empregos; além da administração pública, com 2,6 mil empregos encerrados.

Distribuição geográfica dos empregos

Por regiões do país, ainda de acordo com o Ministério do Trabalho, o destaque ficou por conta do Sul, com 29,5 mil postos formais abertos em novembro de 2012. Em segundo lugar, aparece a região Sudeste, com a abertura de 17,9 mil vagas com carteira criadas.

A região Centro-Oeste, por sua vez, fechou 14,82 mil postos de trabalho no mês passado. Já a região Norte fechou 3,66 mil empregos formais em novembro deste ano, enquanto o Nordeste abriu 17 mil empregos com carteira assinada no último mês.

Fonte: G1.com

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