SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO DE GOIÂNIA – SINDMETAL – GO

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Confiança do comércio goiano cai 5,7% em julho

Crise na zona do euro, recuperação lenta dos EUA e o contexto político brasileiro envolvendo o mensalão e a CPMI do Cachoeira

A crise financeira internacional, a queda na intenção de consumo das famílias e o avanço do endividamento do consumidor em todo o País são alguns dos fatores que levaram a uma queda de confiança do empresário do comércio em Goiás. A redução de 5,7% em julho sobre junho foi apresentada ontem pela Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomercio-GO), por meio da pesquisa “Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC)”

Em junho, o ICEC já havia registrado um recuo de 2,4% em relação a maio. A boa notícia é que apesar da queda observada no mês passado, o índice ainda se mantém acima dos 100 pontos (118,5) que é o limite entre otimismo e pessimismo. O pior resultado ficou por conta do Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), um dos componentes do ICEC que mede a percepção dos empresários do setor quanto às condições atuais da economia, do comércio e das empresas comerciais, que ficou em 82 pontos, recuando 11,7% na comparação com o mês de junho.

De acordo com o presidente da Fecomercio-GO, José Evaristo dos Santos, a crise na zona do Euro, a recuperação lenta dos Estados Unidos, assim como o contexto político brasileiro com julgamento do mensalão e Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, contribuíram para esta queda no otimismo dos empresários, o que reflete na expectativa em relação ao futuro. O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC), outro componente do ICEC, caiu 7,5%.

Segundo Evaristo, há uma saturação do consumo. As ações do governo em termos de estímulo à economia têm sido pontuais e repetitivas. “A isenção do IPI sobre veículos e a linha branca é um exemplo. Não se compra dois veículos ou duas geladeiras para aproveitar a redução nos preços”, comenta José Evaristo. “Outra questão que influencia na queda da expectativa é que os meses de agosto e setembro não são meses fortes para o varejo. Mesmo o Dia dos Pais está em quinto lugar em expectativa de vendas no ano”, acrescenta ele.

Fonte: O Hoje (GO)

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