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Casos de empresas com dificuldade financeira sobe 50%, diz consultoria

Segundo o levantamento, a maioria das empresas só percebe que está em crise quando tem dificuldade de renovar limites de crédito existentes

Os casos de empresas em dificuldades financeiras cresceram 50% no primeiro trimestre do ano na comparação com o mesmo período de 2011, segundo estudo divulgado pela consultoria KPMG. São companhias que não geram caixa ou lucro suficientes para pagar a dívida de seus balanços e dependem de investidores ou credores para continuar suas operações

Segundo o levantamento, a maioria das empresas só percebe que está em crise quando tem dificuldade de renovar limites de crédito existentes. “Elas ficam vagando em uma zona acima da insolvência, mas distantes da viabilidade”, diz a pesquisa.

De acordo com a KPMG, as empresas em dificuldades financeiras muitas vezes passaram por uma recuperação judicial há algum tempo e adiaram o vencimento de suas dívidas, sem implementar ações efetivas de reestruturação.

“Os credores, pressionados a resolver seus problemas de crédito rapidamente e desejando evitar a qualquer custo um prolongado processo de falência, acabam aprovando planos que não são sustentáveis no longo prazo”, contextualiza Salvatore Milanese, sócio da KPMG.

A crise na Europa, segundo o levantamento, foi o fator mais relevante para a elevação da dívida das companhias pesquisadas. Recessão na zona do euro, insolvência de alguns países e crise de confiança generalizada dificultaram a captação de recursos no exterior pelo mercado brasileiro.

Os bancos internacionais que operam no Brasil algumas vezes têm de repatriar recursos para cobrir os deficits de seus países de origem, o que também pode afetar negativamente o balanço das instituições.

“Alguns executivos de recuperação de crédito de bancos entrevistados no Brasil demonstram preocupação com os efeitos da crise, citando em particular alguns setores, como frigoríficos e usinas de açúcar e álcool”, afirma a KPMG.

RETOMADA

Segundo a consultoria, é necessário, primeiramente, reconhecer os problemas em sua base e, depois disso, fazer um diagnóstico preciso e uma profunda reestruturação da empresa e de seu modelo de negócios para tentar salvar a empresa que esteja nesta situação.

“Em época de restrição de crédito e crise global, fica mais relevante a capacidade de a empresa claramente diagnosticar sua situação, instaurar uma cultura de caixa e implantar ações de impacto imediato”, afirma a consultoria.

Em casos menos graves, instituições incapazes de gerar e administrar recursos suficientes para quitar suas dívidas e manter níveis competitivos de investimento estarão em condições desfavoráveis para aproveitar as oportunidades no ciclo de recuperação econômica.

A pesquisa foi feita com dez instituições bancárias. Os nomes não foram divulgados.

Fonte: Folha.com

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