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Alimentos e cigarro puxam inflação em Goiânia

Aumento de 0,51% nos preços apurados pelo IPC na capital não é normal para o mês. Carne e fumo pesaram com mais força no bolso

Mesmo com variação inferior à de outubro, a inflação em Goiânia, em novembro, continua alta, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido mensalmente pela Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento de Goiás (Segplan). A taxa foi de 0,51% no mês passado, ante os 0,97% de outubro. Mesmo assim, surpreendeu devido ao fato de novembro ser um mês quem normalmentem não há grandes reajustes.

Pesaram com mais força alguns itens do grupo de alimentação. O cigarro também deu grande contribuição para a inflação. Os alimentos ficaram 0,85% mais caros comaltas, principalmente, das carnes. O músculo bovino, por exemplo, teve aumento de 5,86%; a paleta, 5,08%; e o frango, 4,73%.

As elevações, segundo o gerente de Pesquisas Sistemáticas Especiais da Segplan, Marcelo Eurico de Sousa, ocor­- reram por causa do aumento na demanda interna, custos de produção mais elevados e alta nas exportações.

Ainda no grupo dos alimentos houve reajustes nos preços do arroz, leite, ovos, queijo, entre outros. E o consumidor sentiu isso no bolso. Ontem, a artista plástica Rosângela José Miranda de Souza, de 54 anos, fez as compras quinzenais para o consumo da família composta por três pessoas. “Aumentou bastante (o preço da carne). A saída é procurar cortes mais baratos e improvisar”, disse. Ela calcula que, nos últimos meses, os gastos com carne subiram em torno de 30%, o que a obrigou a ser criativa na hora de preparar pratos saborosos que dispensem ou demandem menos carne.

O consolo de Rosângela é que, ao contrário da carne, alguns itens ajudaram a segurar, um pouco, a inflação. É o caso das frutas, como banana-prata e laranja-pêra. Legumes e tubérculos também recuaram, fruto de maior produção, a exemplo do tomate, que ficou 9,47% mais barato. O feijão carioca caiu 3,39% na terceira queda consecutiva.

O grupo de artigos residenciais sofreu reajuste de 1,82% pressionado com mais força por alta de 2,96% nos preços dos móveis e utensílios. Os medicamentos ficaram em média 2,3% mais caros e pressionaram para que o grupo formado por itens de saúde e cuidados pessoais invertesse o cenário de queda (-0,41%) em outubro, passando para 1,38% em novembro. Alguns itens como anti-inflamatório e antirreumático apresentaram alta que beira os 8% em um mês. O calmante ficou 4,08% mais caro.

Outra influência

O cigarro, segundo ‘maior vilão’ da inflação em novembro, foi reajustado em 3,33% e se mostrou como o segundo item com maior peso no orçamento das famílias com rendimentos de um a cinco salários mínimos. Também foi principal responsável pela alta de 0,9% no grupo de despesas pessoais.

Chefe de Gabinete de Gestão da Segplan, Lilian Maria Silva Prado disse que este percentual é apenas parte do reajuste previsto para os cigarros. “O reajuste médio é de 16%, embora em algumas marcas chegue a 20%”, cita ela, avisando que, em dezembro, o item deve ser um dos responsáveis por uma variação positiva anormal para dezembro, embora não haja tendência de altas substanciais nos principais itens que resultam na inflação.

Com o resultado de novembro, o índice acumulado no ano em Goiânia alcançou 8,41%, acima de igual período de 2011, quando o IPC atingiu 6,45%. Segundo Lilian, até o final do ano, o IPC deverá alcançar 9% de alta sobre o ano passado. Embora alta, a inflação apurada no mês passado é a menor para o mês desde novembro de 2011 (0,11%). Nos últimos 12 meses, o IPC em Goiânia ficou 9,24% mais caro.

Fonte: O Hoje (GO)

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