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20 de maio de 2012.
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Lula: O fenômeno da qualificação profissional

O primeiro ato de Luiz Inácio Lula da Silva quando assumiu a Presidência do Brasil em 2002 foi acabar com o programa de cursos de qualificação e requalificação profissional, administrado pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), e transferir os volumosos recursos (que saem do bolso dos próprios trabalhadores) para estruturar o projeto “Fome Zero” – seu sonho de consumo durante a campanha eleitoral.

Esperto como um gato, Lula demonstrou toda a inteligência política que adquiriu nos vinte anos em que deixou de ser sindicalista e passou a exercer o cargo de político profissional, candidato oficial à Presidência da República. Isso acabou lhe rendendo três vergonhosas derrotas nas urnas para os dois Fernandos, os mais ilustres professores de sua carreira. Uma para Collor e duas para Henrique Cardoso.

Não bastasse o título de mais popular Presidente do Brasil (sua aprovação chegou até 80% de acordo com as pesquisas), o ex-torneiro mecânico fez uma jogada de mestre. Garantiu sua reeleição em 2005 com a grana suada dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, qualificou não só a classe, mas toda população produtiva do País, com a criação do programa de “bolsas”, que acabou se transformando na nova moeda brasileira, a mais forte de todos os tempos.

O resultado da primeira meta é bastante conhecido por todos: Lula foi reeleito com folga sobre seu adversário, Geraldo Alckimin. A segunda meta foi alcançada ao mesmo tempo que a primeira, porém até o momento a maioria da população não conseguiu interpretar como realmente ocorreu.

Com a nova moeda, Lula comprou votos para sua reeleição e acabou qualificando não só os seus eleitores, mas também os de todos os seus adversários. Comprou a dignidade, a cidadania e a capacidade de crescimento profissional, intelectual e social dessas pessoas que hoje são portadoras dessa contagiosa peste chamada de “bolsas”.

O ex-presidente, que já tem data marcada para reassumir o cargo (janeiro de 2015), transformou uma geração de jovens, adultos e crianças em verdadeiros malandros, preguiçosos e vagabundos, que não precisam mais trabalhar para ganhar um salário mínimo de fome, porque, sem fazer qualquer esforço, as bolsas lhe rendem muito mais. É o fenômeno da qualificação profissional. É o caminho do inferno para uma sociedade que entregou sua alma para o diabo de barba!

Roberto Ferreira
Presidente do SindMetal-GO

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