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02 de outubro de 2014.
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Metalúrgicos que protestam contra empresa chegam à Superitendência do Trabalho

Cerca de 150 funcionários da Empresa de produtos de caldeiraria, Codistil-NE, especializada na fabricação de cilindros e peças para o estaleiro, localizada no bairo do Curado, organizaram um protesto na manhã desta quinta-feira (31). A concentração foi na Praça do Derby e de lá seguiu para a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE).

Os trabalhadores protestaram contra o não cumprimento do acordo coletivo de participação de lucros e resultados firmado em 2009. O acordo, com previsão para ser cumprido no ano passado dividia em duas parcelas o pagamento de R$ 1250. A primeira,  no valor de R$ 650,00 foi paga em Agosto de 2010. De acordo com os trabalhadores, após o pagamento da primeira parcela, a direção da empresa informou que não havia atingido a meta mínima de R$ 60 milhões no lucro anual e por conta disso não pagaria a segunda parcela, que venceu em 21/03, no valor de R$ 650,00. "Nós sabemos que 2010 foi um dos anos mais lucrativos para a empresa, até por conta da demanda do Complexo de Suape", disse José Cavalcanti, secretário de finanças do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado de Pernambuco (Sindmetal).

Ainda segundo a categoria, várias paralisações de uma hora foram feitas desde a última sexta-feira na porta da empresa, mas até agora nenhum acordo foi feito.
"A empresa faturou mais do que vem declarando, já que apresentou em reunião, uma carteira de vendas com faturamento de R$ 89 milhões. Vamos cobrar do ministério do trabalho que forçe a abertura das contas. Com cerca de 360 funcionários,  paga em média, um salário de R$ 1.000,00 a Mecânicos, caldereiros e soldadores. Muito baixo se comparada com as outras unidades como em Maceió, em Alagoas, Sertãozinho e Piracicaba em São Paulo", completou Cavalcanti.

O trânsito ficou interrrompido na Avenida Agamenon Magalhães, no sentido Olinda. A situação ficou crítica na altura do viaduto da João de Barros. Somente próximo ao colégio Americano Batista é que a polícia chegou para acompanhar o protesto. O taxista Joaquim da Silva, 60 anos, reclamou do engarramento. "Estou levando uma mulher com uma criança doente e preciso seguir para o hospital".

Arilson José de Souza, mora no Curado e trabalha há quatro anos na Codistil-Pe, como inpetor de qualidade, das 7h às 17h. Com a carteira de trabalho registrada como ajudante de produção, ele acusa a empresa de desvio de função e perseguição trabalhista. "Lutamos por equiparação salarial, participação nos lucros e o recebimento de horas extras em dinheiro e não em folga. Além disso, queremos a volta do companheiro Tarcísio José Barros Pires, praticante de calderaria, que foi chamado de negro safado. Ele foi discriminado racialmente pela direção da empresa, e depois da demissão, em 16 de março, prestou queixa na polícia por injúria qualificada racial", disse o metalúrgico.

Uma comissão formada pela direção do sindicato dos metalúrgicos foi recebida por Mário César de Carvalho, substituto do Superintendente Regional do Trabalho e Emprego em Pernambuco.

Fonte: Diário de Pernambuco

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