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18 de abril de 2014.
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Seguro-desemprego: Atraso no pagamento continua

 

Um mês depois do POPULAR divulgar o atraso no pagamento do seguro-desemprego para trabalhadores em Goiás, o problema persiste para muitos desempregados, que estão sem receber as parcelas do benefício desde o ano passado.

Segundo o chefe da Seção de Políticas Públicas de Trabalho, Emprego e Renda (SPPE), Eder Ignácio, esses são apenas os casos ocorridos com a mudança, no final do ano passado, do sistema de informática do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Muitos processos deixaram de constar no banco de dados e o dinheiro não foi liberado.

A assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho em Brasília informa que todos os problemas relativos aos sistema de informática e ao atraso de pagamento do seguro-desemprego já estão sanados. Mas não conseguiu explicar até o fechamento desta edição os motivos que impedem diversos trabalhadores de Goiás de sacar o benefício.

O mecânico Washington Policarpo Ribeiro, 20 anos, chegou a receber a primeira parcela, de um total de quatro, mas há meses não consegue sacar o dinheiro. Ao procurar a SRTE, a justificativa é sempre a incorreção no sistema. Desempregado desde julho, ele faz bicos e conta com a ajuda da mulher para arcar com as despesas de aluguel, água, luz e alimentação.

A estudante Lidiane Arruda Souza, 32, enfrenta situação mais complicada. Quando deu entrada no pedido, em novembro, teve de restituir R$ 1.500,00 pelo recebimento indevido de um benefício. Esta era a condição para que ela regularizasse sua situação.

A estudante conta que após protocolar todos os papéis e obter o direito ao seguro (cuja primeira de cinco parcelas deveria ter sido paga em 2 de janeiro), as informações sobre sua restituição simplesmente sumiram do sistema da Caixa e do ministério. “O único comprovante que existe é o papel que está comigo”, ressalta. Desde então, Lidiane jé esteve três vezes na sede superintendência, sem nenhum resultado positivo.

Desempregada, a jovem afirma que já distribuiu currículos em várias empresas em busca de uma vaga, mas até agora não obteve êxito. Para ajudar nas despesas da família – ela mora com os pais –, Lidiane tem feito caixas de artesanato para vender na Feira do Cerrado.

 

Fonte: O Popular

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