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31 de outubro de 2014.
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Mão de obra qualificada chega a 49 mil em Goiás, aponta o Ipea

Sônia Ferreira

Cerca de 49 mil trabalhadores goianos qualificados e com experiência profissional vão buscar vagas de emprego este ano. A estimativa é do Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea), que divulgou ontem o estudo Emprego e Oferta Qualificada de Mão de Obra no Brasil: Projeções para 2011.

Esse contingente de detentores de mão de obra qualificada leva em conta o número estimado dos desempregados com qualificação profissional mais o número de novos ingressantes na força de trabalho com qualificação.

Embora os empresários e as empresas de Recursos Humanos estejam reclamando da falta de mão de obra qualificada no Estado, o contingente de trabalhadores preparados para ingressar no mercado de trabalho ainda deve ser maior do que a oferta de vagas, prevê o Ipea.

De acordo com o presidente do Instituto, Márcio Pochmann, o número de trabalhadores, mesmo qualificados, termina sendo maior que as ofertas de vagas, porque não são todos eles adequadamente preparados para ocupar a vaga aberta no mercado. Além disso, acrescentou, "no Brasil falta um boa política pública de empregos onde o trabalhador poderia saber onde estão as vagas, e assim se qualificar para elas".

Em Goiás, de acordo com o estudo do Ipea, este ano os setores da economia que mais vão sofrer com a falta de mão de obra qualificada são o da indústria e o da educação, saúde e serviços sociais.

A estimativa do instituto é que a indústria sofrerá com a escassez de quase 10 mil trabalhadores qualificados e o segmento de educação, saúde e serviços sociais e outros cerca de 700 trabalhadores.

Vagas


Este ano, as empresas goianas devem abrir 42.556 novas vagas de trabalho, que somadas aos 658,61 mil postos vagos, em função de desocupação ou demissão, a demanda por mão de obra no Estado poderá chegar a 701,17 mil trabalhadores. No ranking nacional, Goiás é o 7º melhor Estado em oferta de empregos, atrás apenas de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

O levantamento considera uma expansão de 5% na economia brasileira este ano. De acordo com o estudo do Ipea, em Goiás os setores que mais vão demandar mão-de-obra serão comércio, indústria e construção.

Segundo o presidente do Ipea, Márcio Pochmann, em função da prática generalizada da rotatividade da mão de obra (demissão e admissão de trabalhadores), os setores do comércio, indústria e construção devem se destacar pelos maiores contingentes de vagas disponíveis.

Oferta


Embora esteja aumentando o número de vagas de trabalho, ainda haverá, este ano em Goiás, mais pessoas procurando empregos do que vagas disponíveis. Esse estoque de mão de obra será de 49,7 mil. Essa é a diferença entre as 701 mil vagas disponíveis e as 750 mil pessoas que vão em busca de empregos.

Goiás, a exemplo do que está ocorrendo em todo o Brasil, deveráseguir com significativo excedente de força de trabalho, longe ainda do que se poderia esperar como pleno emprego global da mão de obra, mostra o estudo do Ipea.

Contudo, alguns setores da economia goiana enfrentarão escassez de mão de obra qualificada e com experiência profissional, como indústria, educação, saúde e serviços sociais.

O estudo do Ipea aponta que a indústria goiana carecerá de quase 10 mil trabalhadores qualificados e o setor de saúde, educação e serviços sociais outros 659.

Já os setores que contarão com o maior estoque de mão de obra serão o do comércio e o de outros serviços coletivos, sociais e pessoais.

Crescimento


A presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos, Dilze Percílio, garante que o crescimento econômico vai favorecer, também, a continuidade da geração de novas vagas de trabalho. Ela observa que o mercado está aberto para aqueles que têm qualificação. "Em Goiás, nos próximos dois meses, mais de mil vagas estarão abertas para quem se dispõe a trabalhar no comércio", observa.

O setor industrial já enfrenta, em vários segmentos, a falta de mão de obra, até mesmo sem qualificação. Segundo o gerente de Educação Profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-GO), Ítalo de Lima Machado, este ano a instituição vai qualificar 110 mil trabalhadores, número insuficiente para atender a demanda crescente das empresas.

A estimativa do Senai-GO é que, este ano, no setor industrial, os segmentos que mais vão demandar mão de obra serão o da construção, alimentos, sucroenergético, químico-farmacêutico, mineração e vestuário. "Temos cursos para qualificar mão de obra para a indústria da construção mas faltam alunos", revela Italo de Lima.

Oferta de 2 milhões de postos

São Paulo- A oferta de mão de obra qualificada para este ano deverá abranger um contingente de 2 milhões de trabalhadores, segundo o Ipea. Este contingente de detentores de mão de obra qualificada leva em conta o número estimado dos desempregados com qualificação profissional mais o número de novos ingressantes na força de trabalho com qualificação, um universo de 762 mil, além dos empregados demitidos por força da rotatividade de mão de obra, 19,4 milhões, o que totaliza o universo de 22,1 milhões de trabalhadores. Ainda de acordo com o Ipea, o contingente de mão de obra disponível termina sendo maior que o atualmente projetado.(AE)

Construção civil enfrenta dificuldade

Brasília- Nove em cada dez empresas da construção civil sofrem com a falta de trabalhadores qualificados no setor. Isso é o que mostra estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a Sondagem Especial da Construção Civil, que ouviu 385 empresas entre os dias 3 e 20 de janeiro, 89% das empresas enfrentam dificuldades por conta da falta de trabalhador qualificado.(AE)

 

Fonte: O Popular

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