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20 de maio de 2012.
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Apesar da crise, indústria goiana cresce em 2011

 

O desempenho da indústria goiana foi positivo em 2011, porém, em menor ritmo que no ano anterior, segundo a pesquisa Indicadores Industriais, realizada mensalmente pela Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg). O le­vantamento apontou avanços nas vendas, salários e empregos disponibilizados, mas registrou quedas nas horas trabalhadas e na utilização da capacidade que a empresa tem de produzir.
 
O faturamento industrial teve um crescimento de 0,58% ano passado. Mesmo positivo, é bem inferior aos 5,51% de 2010. O reajuste salarial da massa trabalhadora da indústria foi de 4,23%, menos da metade do concedido em 2010 (10,51%). No quesito emprego, a indústria disponibilizou 1,87% de vagas a mais em 2011 ante uma alta de 4,97%. 
 
Entre as quedas a mais acentuada foi com relação às horas trabalhadas (-2,95%) e que partiu de uma alta de 13,06%. A outra ficou por conta da utilização da capacidade instalada (-0,54%) e que também veio de uma alta (1,16%) em 2010.
 
O destaque daquele ano foi a indústria de produtos metálicos, que apresentou vendas 53,39% maiores. Os salários do setor foram reajustados em 5,59% e a taxa de empregos teve alta de 24,25%. Já a indústria de produtos químicos, destaque na produção industrial aferida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com crescimento de 36% ao longo do ano passado, registrou queda de 30,02% nas vendas, conforme a Fieg.
 
O setor químico também mostrou quedas em todas as outras quatro variáveis pesquisadas pela federação. A massa salarial da indústria química goiana apresentou queda de 12,23%. A oferta de empregos caiu 15,04%, as horas trabalhadas tiveram decréscimo de 21,69% e a utilização da capacidade instalada (UCI) caiu em 0,23%.
 
Avaliação
Segundo o economista da Fieg, Cláudio Henrique de Oliveira, o setor industrial, otimista com os resultados de 2010, esperava um crescimento semelhante no ano passado, o que não ocorreu. E alguns fatores contribuíram para a ­que­- da no segmento. 
 
“O setor industrial teve comportamento, relativamen­te, bom diante do cenário nacional e internacional. No início de 2011, não era esperado que o Banco Central elevasse a taxa básica de juros, com o intuito de frear o consumo e controlar a inflação, que estava em alta”, lembra Olivei­ra. “No exterior, os Estados Unidos lançaram medidas austeras para renegociar suas dívidas e diminuir consumo. A crise da União Europeia também influenciou no sentimento do empresário”, completa Oliveira.
 
Mesmo com o crescimento de 2011 bem abaixo em relação ao ano anterior, o economista acredita que o “caminhar foi positivo” para o setor industrial em Goiás e no Brasil, principalmente por causa da elevação em 1,87% do nível de empregabilidade. “É o emprego que vai fazer a população economicamente ativa e passar a consumir”, disse.
 
 
Fonte: O Hoje

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