SindMetal-GO participa de audiência de conciliação com Simelgo no Ministério Público

Como nada foi acordado, uma nova reunião foi marcada para quinta-feira, 20

O SindMetal-GO participou  na manhã desta quarta-feira, 19 de junho, de uma audiência de conciliação para a negociação da Convenção Coletiva de Trabalho. A reunião foi realizada no Ministério Público do Trabalho da 18ª região.

A reunião foi convocada para tentar um acordo entre o sindicato patronal (SIMELGO) e dos trabalhadores, mas, nada foi acordado. O SIMELGO não quis ceder e o SindMetal-GO não vai abrir mão de um reajuste digno para a categoria.


Comissão do SindMetal-GO reúne-se com SIMELGO no MPT da 18ª região

O procurador do trabalho José Marcos da Cunha Abreu comandou a reunião de forma tranqüila e avaliou que o sindicato patronal pode sim oferecer um maior reajuste aos trabalhadores. O seguimento da metalurgia apresentou resultados positivos nos últimos meses. Isso prova que o SindMetal-GO tem razão em endurecer e entrar em greve.

O impasse impera desde o início da campanha salarial que começou em dezembro de 2012, com o levantamento da pauta de reivindicações. De lá pra cá, algumas reuniões ocorreram. Duas foram realizadas na sede do Simelgo, outra na sede da Superintendência Regional do Trabalho em Emprego de Goiás (SRTE-GO). Contudo, nenhum encontro foi bem sucedido.


Procurador José Marcos da Cunha Abreu analisa negociação coletiva de 2013

Por esse motivo, a negociação foi parar no Ministério Público do Trabalho. Como parte mediadora, o procurador do trabalho achou por bem colocar em pauta uma proposta que será avaliada por ambas as partes e discutida em outra reunião marcada para esta quinrta-feira, 20 de junho, às 8h.

Sem negociação, a greve já bate o recorde de duração. Em 2009, a paralisação durou 17 dias e a deste ano já caminha para 18. O motivo é nobre. O SindMetal-GO luta para melhorar as condições de trabalho e de vida dos seus trabalhadores. É um trabalho sério realizado com o aval da categoria.


SIMELGO promete verificar novas possibilidades para uma contraproposta de aumento salarial

“A gente espera que o sindicato negocie e consiga mais, porque o salário de hoje que a gente ganha, não dá pra nada. É muito complicado. O aluguel lá em cima. Água, energia… O custo de vida está alto. Tanto pra mim como para meus colegas que trabalham aqui dentro”, avalia Clóvis Natal da Silva, modelador de metais da Aluminium Aluminíos, que fechou o acordo na terça-feira, 18 de junho.

O presidente do SindMetal-GO, Roberto Ferreira, espera um resultado positivo da próxima reunião. “Espero que o sindicato patronal tenha consciência e ofereça um reajuste digno para colocarmos fim à greve”, argumenta.

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Fonte:
Assessoria de Comunicação SindMetal-GO

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