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Em condições precárias, Wassily Chuc vai ser fechado

Problemas na instalação elétrica, paredes com rachaduras e mofo, ausência de equipamentos adequados para o tratamento de pacientes, banheiros insuficientes e até falta de remédios. Tais características, que apontam um local caótico, são a descrição do estado em que se encontra o Pronto-Socorro Psiquiátrico Wassily Chuc, em Goiânia.

Nos últimos meses, as condições do hospital têm sido denunciadas pelo Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde-GO) e por vereadores goianos. Segundo a presidente do Sindsaúde-GO, Flaviana Alves, a situação do hospital é precária, a ponto de não ser possível manter o funcionamento sem que haja reforma no prédio.

As adequações, entretanto, não podem ser realizadas pela Prefeitura de Goiânia, pois o local é alugado. O dono do imóvel, por sua vez, não tem interesse em realizar as adequações necessárias. Dessa forma, o Wassily Chuc segue rumo ao fechamento das portas e ao desamparo de centenas de famílias que contam com o atendimento ali prestado. A data do encerramento deverá ser anunciada em breve pelo secretário municipal de Saúde (SMS), Fernando Machado.

Consequências e alternativas

Irmã de um paciente que recebe atendimento no Pronto-Socorro, Rosane Fernandes contou à reportagem da TV SindMetal sobre a aflição trazida pela possibilidade de fechamento do local. Segundo a pedagoga, o ideal seria uma reforma e não o encerramento das atividades. “Meu irmão já foi atendido nessa clínica várias vezes e nós não sabemos de outro lugar para ir. Se fechar, vai trazer várias dificuldades para nós”, explicou.

Flaviana Alves explicou que a saída para o atendimento dos pacientes seria a abertura de leitos nos hospitais gerais, como o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e o Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa), por exemplo. Essa medida seria parte do cumprimento da reforma psiquiátrica, que visa mudar o sistema de tratamento clínico das doenças mentais, eliminando, pouco a pouco, a internação como forma de retirada do indivíduo da sociedade.

A presidente do Sindsaúde-GO explicou que a reforma psiquiátrica prevê, ainda, a criação de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) III, que regulam a porta de entrada da rede de assistência em saúde mental e dão suporte à atenção em saúde mental na rede básica, oferecendo acompanhamento clínico e promovendo reinserção social dos pacientes.

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