Congresso mantém maioria dos vetos presidenciais, mas adia votação de reajuste do Judiciário

Após seis horas de sessão, foi encerrada na madrugada desta quarta-feira, 23 de setembro, a reunião dos parlamentares destinada a analisar vetos presidenciais. O Congresso Nacional decidiu manter a maioria dos vetos da Presidente Dilma Rousseff, pois uma eventual derrubada de todos eles geraria um gasto extra de R$23,5 bilhões somente em 2016.

Segundo o Ministério do Planejamento, a retomada desses dispositivos vetados iria gerar um gasto de R$ 127,5 bilhões até 2019, elevaria despesas públicas e dificultaria o ajuste fiscal. O governo pretendia adiar a votação, mas diante do agravamento da crise econômica, em que o dólar já ultrapassa os R$4,13, decidiu manter a sessão.

Veto mais polêmico não foi votado

O Congresso manteve o veto ao fator previdenciário e à isenção do PIS-Cofins para o óleo diesel. No entanto, foi adiada a votação do veto que impede o aumento da remuneração dos servidores do Judiciário. O assunto é polêmico, pois o reajuste de até 78% nos salários destes servidores aumentaria as despesas do Governo em R$ 25,7 bilhões nos próximos quatro anos e R$ 1,5 bilhão apenas em 2015.

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