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‘Viramos queridinho do mercado’, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira (28) que a economia brasileira não é frágil, tem conseguido manter o nível de atratividade de capital estrangeiro e que as perspectivas para os próximos anos são boas.

Durante participação em seminário em São Paulo, Mantega criticou as análises que colocaram o Brasil entre os países considerados frágeis, em razão da desvalorização da moeda ocorrida após o Banco Central dos Estados Unidos ter iniciado o seu plano de redução dos estímulos econômicos.

O ministro classificou essa análise de “tese exótica”, e destacou que nos últimos três meses o real passou a listar entre as moedas que mais se valorizaram no mundo, ao passo que a moeda que se desvalorizou foi o dólar.

“De párias [excluídos da sociedade], viramos o queridinho do mercado”, afirmou o ministro, citando artigo recente do jornal “Financial Times”, que listou o Brasil entre as economias que foram consideradas frágeis em razão da desvalorização da moeda, mas que conseguiu manter o nível de atratividade do capital estrangeiro.

Em sua apresentação, o ministro apresentou dados informando que o real acumulou valorização de 8,29% nos últimos 3 meses. Já no período de 6 meses, a moeda teve desvalorização de 0,48%, o que, segundo Mantega, aponta para uma acomodação dos mercados após o início da redução dos estímulos do Federal Reserve (Fed).

“Ouso dizer que as perspectivas para a economia brasileira são boas”, afirmou Mantega em palestra no seminário “Rumos da Economia”, promovido pela revista “Brasileiros”, em São Paulo. Ele destacou, porém, que atualmente os pessimistas parecem superar os otimistas.

Segundo ele, o pessimismo “talvez seja o resultado dos últimos cinco anos da grande crise internacional”. Para Mantega, o Brasil sentiu menos os efeitos da crise, conseguindo manter no período uma taxa média de crescimento do PIB de mais de 3%.

“Foi uma boa taxa de crescimento do PIB”, disse. “O Brasil está preparado para a retomada da economia que está acontecendo no mundo todo. Talvez mais preparado que os outros países”, acrescentou.

O ministro reafirmou que a previsão da Fazenda é de crescimento de 2,5% do PIB em 2014. Ao apresentar, no entanto, as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o crescimento das economias neste ano, Mantega questionou a previsão de 1,8% feita pelo Fundo para o país, e apresentou um slide com a mesma taxa de crescimento do PIB em 2013: 2,3%.

Para 2015, a previsão da Fazenda é de crescimento de 3%, e para 2016 e 2017, de 4,4%.

Fonte: G1

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