Vendas em Goiás crescem acima da média nacional

Índice goiano avança 9,5% em novembro, ante 8,9% da média nacional, revela IBGE


O resultado do mês de novembro da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 9,5%, consolida uma sequência positiva para o comércio varejista goiano em 2012 e prenuncia o fechamento de um ano favorável para o setor. O desempenho do comércio colabora com a elevação da renda e geração de empregos goianos.

O índice goiano está acima da média nacional (8,9%) e coloca o Estado na 14º posição em volume de vendas no mês de novembro. O presidente da Federação do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio – GO), José Evaristo dos Santos, acredita que o balanço do comércio varejista goiano, em 2012, deve fechar dentro das expectativas. “Vamos ficar em torno de 9% e acima da média nacional”, afirma.

Ele lembra que o comércio varejista acompanha o desempenho dos setores primários e secundários. Como a safra goiana no ano passado bateu recorde, colhendo 18,6 milhões de toneladas de grãos e a indústria goiana é destaque nacional no acumulado do ano (3,5%), considerando até o mês de novembro – último cálculo divulgado da Produção Industrial Mensal do IBGE – a tendência é de que o comércio seja impulsionado a ter bons resultados. “Quando os outros setores apresentam bons resultados, reflete no consumo”, afirma.

José Evaristo comenta que, embora o resultado do ano seja positivo, desde agosto o comércio varejista vêm apresentando, paulatinamente, desaceleração. Para se ter ideia, em agosto de 2012, o crescimento foi de 10,82% e no mês subsequente o avanço já foi ligeiramente menor – de 10,52%. A perspectiva, diz, é de que dezembro seja um pouco inferior ao de novembro. “Mas ainda será positivo e acima da média nacional, ou seja, dentro de nossas expectativas”, afirma.

Desempenho

O bom desempenho de novembro foi puxado, principalmente, por setores que tem maior peso na pesquisa do IBGE: como hipermercados e supermercados (6,7%); tecidos, vestuários e calçados (11,9%); e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos (15,3%).

Ampliado

O comércio varejista ampliado, que implica o acréscimo de outros dois setores de veículos, motocicletas, partes e peças e material de construção teve um crescimento um pouco inferior (8,7%). Se comparado ao mesmo período do ano passado, o setor de veículos aumentou 7,9% e material de construção, 6,2%.

Varejo destoa do resto da economia

Rio – Com renda crescente, desemprego em queda e crédito farto, as vendas do comércio destoaram dos demais setores da economia e subiram 8,9% de janeiro a novembro de 2012, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outro impulso ao setor veio das desonerações de tributos a ramos como veículos e linha branca. Diante desses fatores, o comércio não mostra arrefecimento e segue em alta. Em novembro, as vendas aumentaram 0,3% ante outubro. Em relação a igual mês de 2011, a alta foi de 8,4%.

Para a LCA, os dados de novembro confirmam a tendência de melhora das vendas prevista para o terceiro trimestre. A consultoria manteve suas projeções para o crescimento do comércio em 2012 (8,5%) e 2013 (6,5%).

Já a Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima expansão nas vendas de 9,1% em 2012 e de 7,5% em 2013.

Para Fábio Bentes, economista da CNC, os juros mais baixos, crédito em alta e prazos mais amplos de financiamento explicam a melhora do varejo, além do avanço do mercado de trabalho.

Fonte: O Popular (GO)

Deixe um comentário