Venda de etanol cresce 11,8% em 2014, diz sindicato de distribuidoras

As vendas de etanol hidratado no país em 2014 cresceram 11,8% em relação ao ano anterior, somando 8 bilhões de litros e confirmando a tendência de alta, segundo relatório do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) sobre o desempenho do setor, divulgado nesta terça-feira (30).

Em 2013, as vendas de etanol no país haviam subido 22,1% em relação ao ano anterior, de acordo com o Sindicom. Veja o relatório no site do sindicado.

Entre os fatores que influenciaram o aumento da demanda de etanol, segundo o Sindicom, estão o preço favorável, o crescimento da oferta e a desoneração das contribuições federais do PIS/Cofins na produção e distribuição do combustível.

Com um crescimento de 6,3% em comparação ao ano anterior, as vendas das associadas do Sindicom ultrapassaram em 2014 a barreira de 100 bilhões de litros, somando 104,8 bilhões de litros em vendas de combustíveis.  Em 2013, as associadas venderam 98,6 bilhões de litros.

Além do etanol, os destaques do Anuário Estatístico 2015 do Sindicom, sindicato que reúne as empresas Petrobras, Air BP, Ipiranga, Ale e Raízen, foram o óleo combustível, que cresceu 26,1%, principalmente pelo acionamento das usinas termelétricas, e a gasolina C, com aumento de 7,9%. O GNV recuou 6,7%.

De acordo com o Sindicom, no total, as vendas de combustíveis do ciclo Otto, para motores de passeio, tiveram um expressivo aumento de 8,4% no ano. Já o óleo diesel teve aumento de 3,1% nas vendas em comparação com 2013.

Apesar do preço médio da gasolina C, represado pela política do governo federal, ter crescido apenas 2,5% ao longo do ano, o preço médio do etanol hidratado ficou em linha com o início do ano, com queda de apenas 0,3%, ajudando a incrementar as vendas, explicou o Sindicom.

Como o volume comercializado no mercado total de combustíveis aumentou 5,7%, a participação das associadas do Sindicom no ano cresceu 0,4 ponto percentual, passando de 78,4% para 78,8%.

Mercado total

De acordo com o Sindicom, com o volume total de 133 bilhões de litros comercializados em 2014, o mercado de combustíveis manteve a performance já observada nos últimos 8 anos, suplantando com larga vantagem a variação do Produto Interno Bruto, que teve crescimento inexpressivo.

Com um ótimo desempenho, o consumo de combustíveis para motores de Ciclo Otto, usados na frota de passeio, registrou aumento de 7,6%. A exceção foi o GNV 2, que teve retração de 3,2%, mantendo a tendência de queda iniciada em 2008.

Apesar do fraco desempenho da economia, especialmente na retração na atividade industrial, o óleo diesel teve aumento de 2,6% em suas vendas, sustentado pelo abastecimento de caminhões para transporte de bens e insumos, pela produção de minério de ferro e outras commodities minerais, além da soja, e pela necessidade de acionamento de termelétricas movidas a óleo diesel.

Também o querosene de aviação se recuperou da forte queda observada em 2013, com aumento de vendas de 3,4%, refletindo maior demanda por conta da Copa do Mundo e pelo ano eleitoral.

Assim como em 2013, a estiagem prolongada de 2014 foi responsável pela necessidade de acionamento permanente das usinas termelétricas, o que provocou expansão de 24% no consumo de óleo combustível. Nos últimos dois anos o consumo cresceu mais de 57%.

Conveniência

As lojas de conveniência das associadas ao Sindicom tiveram desempenho favorável em 2014: o número de lojas cresceu 13% em relação ao ano anterior, um aumento de 22% no faturamento, bem à frente dos 3,7% de expansão do setor de varejo como um todo. Já as transações se aproximaram dos R$ 425 milhões ao ano, gerando cerca de 26 mil empregos diretos e 118 mil indiretos, segundo o Sindicom.

O Anuário Estatístico do Sindicom é a única publicação no país que apresenta os números da conveniência e análises detalhadas das principais categorias de produtos comercializados. Na edição de 2015, o destaque foi a categoria food service, que atingiu mais de 17% do faturamento das lojas das associadas ao Sindicom, o que representa um crescimento acima de 40% nos últimos cinco anos.

Fonte: G1

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