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Venda de carros novos em Goiás foi a maior da história

No ano passado, goianos compraram 129,14 mil unidades zero, alta de 10,2% sobre 2011

A queda da taxa básica de juros e a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) fizeram de 2012 o ano em que os goianos mais compraram carros novos na história. Foram comercializados no Estado 129.140 veículos, um crescimento de 10,2% sobre o total de 2011, de 117.183 unidades.

Os dados são do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Goiás (Sincodive-GO) e confirmam as projeções de crescimento do setor. Em reportagem publicada na quinta-feira pelo POPULAR, os donos de concessionárias já previam que 2012 fecharia com um avanço recorde.

As justificativas para o crescimento de 2012 estão nas medidas dos governo federal para estimular o consumo no País e, com isso, fazer o Produto Interno Bruto (PIB) crescer. Embora o objetivo de alavancar a economia tenha ficado abaixo da meta (projeções indicam um crescimento menor do que 1%), as vendas de carros deslancharam.

A redução da taxa de juros foi a primeira medida a alavancar o mercado. Iniciada ainda no fim de 2011, a queda média da taxa para financiamentos de veículos foi de 0,6 ponto porcentual, segundo dados do Banco Central (BC). Em março, a taxa média do País era de 1,71% ao mês e, em setembro, já era de 1,18 %.

Temor

A medida ajudou o mercado a afastar o temor de redução das vendas por conta do fim da chamada “farra do crédito”. Os bancos deixaram de liberar financiamento sem entrada e parcelamentos em até 60 vezes ainda em 2011. Passaram a exigir uma entrada de 30% do valor total e pagamento em até 48 meses.

O mercado temia que a nova postura dos financiadores influenciassem os dados de 2012. Mas a queda da taxa de juros falou mais alto. Apenas nos primeiros seis meses, foram vendidos cerca de 60 mil carros em Goiás. “A prestação mais baixa fez o consumidor comprar um carro novo”, afirma o diretor-geral da Tecar (concessionária Fiat, Honda, Renault), João Normanha.

Imposto

No segundo semestre do ano, foi a vez da redução do IPI puxar as vendas. O corte do imposto foi prorrogado por duas vezes. A política de incentivo ao consumo foi anunciada pela primeira vez em maio para vigorar até 31 de agosto. Em junho e julho as vendas cresceram.

Antes de chegar ao fim do período estabelecido, o governo prorrogou o benefício até outubro. Diante da medida tomada pelo Ministério da Fazenda, consumidor que havia deixado para a última hora adiou a compra. Como resultado, as vendas caíram no mês de agosto. Em setembro, voltaram a crescer sob a expectativa de fim do benefício.

Em outubro, entretanto, o governo prorrogou a vigência do imposto mais uma vez para dezembro. Em outubro, as vendas tiveram retrocesso e em novembro continuaram fracas. Em dezembro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o IPI começará a subir de forma gradativa a partir deste mês.

Para carros populares (até 1.0), por exemplo, a alíquota “normal” é de 7% e caiu para zero. Este mês, passará para 2% e, de abril a junho, será de 3,5%. A partir de julho, a alíquota cheia será aplicada para automóveis e utilitários, conforme anunciou o governo.

Redução

O presidente do Sincodive-GO, José Roberto Ventura, comenta que a redução do imposto teve impactos no segundo semestre. “O IPI contribui para a queda no valor dos veículos”, avalia o dirigente da entidade representativa dos concessionários de veículos no Estado de Goiás.

O destaque de 2012 ficou com dezembro. Com a injeção do 13° salário na economia, foram comercializados 13.536 carros. Este foi o melhor resultado para um único mês na série histórica do Sincodive, iniciada em 2004.

Promoções e facilidade de compra favorecem

Além do cenário macroeconômico, as concessionárias e montadoras contribuíram para o balanço de 2012 com promoções, facilidades de aquisição e lançamentos.

Foram ofertados bônus, combustível, MP3, banco de couro, capitalização do financiamento e encurtamento da margem de lucro para manter as vendas aquecidas durante o ano.

O gerente comercial da Navesa (revendedora Ford), Alessandro Sbroglia, afirma que as vendas cresceram 20%, puxadas, principalmente, pelo lançamento do Ford K, Ranger e Novo Fusion. Foram mais de 20 promoções para o consumidor. “Além do IPI e dos juros, tentamos oferecer vantagens exclusivas para os clientes”, frisa.

O superintendente da Saga (Volkswagen), Vladimir Lourenço de Freitas, destaca que a marca cresceu 40,83%, coma agregação de novas três novas lojas e com lançamentos, como o Gol G6. “Foram duas frentes de atuação. Uma com o governo cortando juros e impostos e outros com a concessionária oferecendo ofertas exclusivas.”

Liderança

Em Goiás, no ano passado, a Volkswagen manteve a liderança de vendas de automóveis e comerciais leves, com a comercialização de 35.448 unidades, sendo responsável por 27,58% das vendas totais do ano.

Na segunda posição ficou a Fiat, com 27.324 unidades (21,26%) e, em terceiro, a GM vendeu 24.797 (19,2%). Juntas as três responderam por quase 70% das vendas de 2012. O ranking das marcas mais vendidas repete o mesmo resultado dos anos anteriores.

A surpresa ficou com a Hyundai, que fechou o ano como a oitava marca mais comercializada no Estado, pela venda de 3.450 unidades. A marca subiu três posições no ranking geral das mais vendidas, na comparação com 2011.

A saída de carros de luxo das concessionárias goianas também chamou a atenção. Foram 237 Mercedes-Benz, 84 Audi, 15 Porsche, 122 BMW, 2 Ferrari, 2 Cadillac, 2 Jaguar. Estima-se que este mercado tenha movimentado uma cifra superior a R$ 10 milhões em 2012 em Goiás.

Motos

As vendas de motos caíram 21% em 2012, na comparação com 2011. No ano passado foram comercializadas 65.454 unidades. No ano anterior, haviam sido 82.991. Por detrás deste cenário, está a dificuldade de aprovação de cadastros e as facilidades de compra de carros.

Mais de 60% das vendas de motos em Goiás são efetivadas com parcelamentos sem entrada. Com o aumento geral da inadimplência, os bancos passaram a ser mais exigentes com a aprovação de cadastros, explica a gerente de vendas da Saga Motors, Grasyelle Oliveira.

Risco

“Uma moto 125 cc custa R$ 5,9 mil. A procura pelo financiamento total é grande. Com o risco da inadimplência, os bancos passaram a restringir a aprovação de créditos”, revela.

O aumento da renda e dos indicadores de emprego contribuíram para que o consumidor da classe C – o que mais comprava motos até então – trocasse a motocicleta por um carro zero-quilômetro.)

GM faz recall do Onix para troca de rodas

São Paulo – A General Motors do Brasil (GM) convocou no sábado os proprietários dos veículos Chevrolet Onix 1.0L 2013a comparecerem a uma concessionária da marca para fazer a troca das rodas de aço aro 14” e inspeção e eventual substituição dos pneus.

Devem comparecer os proprietários dos veículos com data de fabricação de 24 de agosto a 15 de dezembro de 2012 e números de chassis de DG129064 a DG209603.

No comunicado, a empresa informa ter constatado a existência de aresta cortante na roda que pode causar cortes internos no pneu durante o seu processo de montagem. Em consequência ocorre o esvaziamento instantâneo do pneu, que prejudica o controle do veículo e pode causar acidente e danos pessoais aos ocupantes.

Produção cai, apesar do recorde de negócios

São Paulo – A redução do IPIgarantiu mais um recorde nas vendas de automóveis no Brasil, mas não foi suficiente para sustentar o crescimento da produção do setor em 2012. As montadoras instaladas no País fabricaram 3,408 milhões unidades no ano passado, volume 1,9% inferior ao registrado em 2011.

Os números, divulgados pela Anfavea (associação das montadoras) ontem, confirmam previsão da entidade feita em dezembro.

Ainda segundo a associação, essa é a primeira retração na produção de veículos em dez anos. O setor é responsável por cerca de 20% do PIB industrial do País.

Estoques elevados de 2011 e a perda de mercado fora do País estão por trás do desempenho inferior nas montadoras. As exportações de veículos do ano passado caíram 20%, para 442 mil unidades. Em valores, a retração foi de 9,3% (US$ 16,23 bilhões).

A atividade nas fábricas foi puxada pelo mercado interno. As vendas fecharam o ano com alta de 4,6% em um novo recorde, de 3,8 milhões de unidades, incluindo ônibus e caminhões.

IPI

O resultado pode ser atribuído em boa parte aos incentivos concedidos pelo governo durante 2012. A redução do IPI, que zerou a alíquota para carros populares, aliada a liberação de compulsório (percentual que os bancos são obrigados a deixar depositado no BC), destravou o mercado e reverteu a tendência de queda do início do ano.

A medida, que reduziu em cerca de 10% o preço dos carros e foi prorrogada duas vezes, provocou antecipação de compras e corrida às concessionárias diante da ameaça de encerramento. Em agosto, o setor registrou o seu melhor mês da história.

Os incentivos ajudaram a sustentar o nível de emprego nas montadoras, contrapartida exigida pelo governo para conceder o benefício. O setor encerrou o ano com 149,9 mil funcionários, 3,7% a mais que em dezembro de 2011.

Exportações

As exportações de veículos brasileiros interromperam em 2012 o movimento de recuperação dos últimos dois anos, apesar da elevação do dólar, e registraram o pior desempenho desde 2009, quando o mundo sentia os reflexos da crise financeira. A retração de 20%. Argentina e México foram os principais vilões.

Fonte: O Popular (GO)

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