SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO DE GOIÂNIA – SINDMETAL – GO

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Vantagens que aliviam o bolso

Um forte entrave apontado pelos empresários para o crescimento dos negócios são os altos juros cobrados sobre o dinheiro para investimento e capital de giro. Com a Selic, taxa oficial de juros, em 11,25% atualmente – e tendência de subir ainda mais -, as cooperativas de crédito são alternativa para o mercado, principalmente porque oferecem taxas altamente competitivas.

Para o consumidor comum, as vantagens também são muitas. Caso fique impossibilitado de pagar toda a fatura do cartão de crédito ou, eventualmente, caia no cheque especial, pagará taxas muito menores (veja quadro). Levantamento do Banco Central (BC) mostrou que, nas operações de crédito pessoal não consignado, as taxas de juros das cooperativas de crédito são, em média, a metade do porcentual cobrado pelas instituições bancárias.

Na outra ponta, elas também oferecem aplicações vantajosas para investidores, com remunerações mais atrativas e tarifas de movimentação bancárias menores ou isentas. “Enquanto a poupança rende 6% ao ano, mais TR, na cooperativa de crédito você pode ter até 11,25% de rendimento ao ano, dependendo do resultado financeiro da cooperativa”, compara o diretor Operacional Aloncio Ribeiro de Morais, da Sicoob Credi-SGPA, que é mais voltada para os produtores rurais.

Custo menor

O empresário Marcelo Valadares de Paula, 49 anos, dono do Posto Opção, no Setor Bueno, se tornou um cooperado no ano passado. Ele possui três contas no Sicoob Credi-SGPA, duas pessoa jurídica (para o posto e a holding que engloba o estabelecimento) e uma pessoa física. Ele tem uma conta garantida e fez empréstimo para usar como capital de giro a uma taxa de 1,74%.

“Essa foi a menor taxa que encontrei na época. No meu segmento, que tem margem de lucro extremamente baixa, qualquer possibilidade de redução de custos é extremamente vantajosa. E uma taxa competitiva não deixa de ser uma redução do custo operacional, que me gera uma maior competitividade”, afirma.

Troca

O superintendente de Relacionamento com o Associado do Sicoob Engecred-GO, Luís Salgado, explica que as cooperativas de crédito oferecem os mesmos serviços dos bancos tradicionais: contas poupança e corrente, cartões de débito e crédito, aplicações financeiras e diversas linhas de financiamento. Entretanto, essas instituições priorizam a cobrança de taxas menores em troca de que o usuário seja um associado, aplicando um capital na cooperativa.

Esse valor varia conforme cada instituição, com opções a partir de R$ 50. O dinheiro do associado ficará na cooperativa como um investimento, totalmente remunerado. É este capital que dá base para que a cooperativa atue nas outras pontas – financiamento, empréstimo e na própria rentabilidade das aplicações.

Além disso, o cooperado passa a ter participação nas sobras (ou seja, no lucro) da cooperativa todo final de ano. A vantagem é que a distribuição não tem a ver com o tamanho do capital do associado, mas, sim, na frequência e quantidade de serviços usados dentro do sistema, esclarece Aloncio de Morais.

Por tudo isso, quem investe em cooperativa consegue pagar menos juros, receber mais na aplicação e ainda ter dinheiro extra no fechamento do balanço (sobras). “No banco, a gente vende uma meta e não fica preocupado com o cliente final. O banqueiro quer o lucro, afinal, um banco é formatado para isso e quem paga essa conta são os clientes. O sistema financeiro cooperativo não tem fins lucrativos, porém, ele gera lucros. Mas a preocupação é com o coletivo e, além de remunerar melhor, tudo o que sobra é dividido entre todos”, frisa Luís Salgado.

Fonte: O Popular

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