Uso do potencial hidrelétrico é baixo

O Brasil ainda utiliza apenas 32% de seu potencial hidrelétrico, que é de 260 mil megawatts, explorando apenas 90 mil megawatts. A Região Centro-Oeste, por exemplo, utiliza 45% desse potencial e a Região Norte aproveita apenas 10%. Agora, há uma conjunção de fatores: grande aumento na temperatura no Sudeste, que elevou o consumo de energia, e a falta de chuvas, que baixou muito os níveis dos reservatórios, geraram uma crise de abastecimento.

Para o presidente da Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage), Flávio Neiva, tornou-se essencial desenvolver o potencial hidrelétrico do País, que passa pelo parque de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e as grandes centrais hidrelétricas, que têm enfrentado muita resistência. As pressões sociais e ambientais são crescentes e se tornaram barreiras à construção de novas hidrelétricas. “É claro que há impactos com a construção de hidrelétricas, mas eles podem ser mitigados e compensados com outros benefícios”, alerta.

Para Flávio, negligenciar o papel da hidreletricidade no Brasil é um erro, pois não há alternativa. “Se não fizermos hidrelétricas, caímos no parque térmico que, além de ser poluente, é bem mais caro e depende do gasto de divisas do Brasil para aquisição do combustível”, alerta.

A Abrage reúne 16 empresas que são grande geradoras de energia e representam 80% da geração no País. “Não negamos esse impacto das hidrelétricas, mas o Brasil precisa tomar decisão de optar pelo parque hidrelétrico ou térmico, concomitante com outras fontes”, adverte Flávio Neiva.

Para o presidente da Fieg, Pedro Alves de Oliveira, é preciso incentivar a construção de hidrelétricas, considerando que elas são um modal menos poluente, que também resulta em ganhos ambientais. Mas o mais importante, segundo ele, é a formação de políticas que garantam o uso correto.

Fonte: O Popular

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