UGT promove reunião entre sindicalistas brasileiros e presidente da UNI Américas

O encontro que foi a continuidade de uma reunião que já havia acontecido em Buenos Aires

Na manhã de ontem, quinta-feira (22), a sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT) foi palco de um encontro entre sindicalistas brasileiros e argentinos durante uma reunião com Ruben Cortina, presidente da Uni-Americas e secretário de internacional da Argentine Federation Of Commerce And Service Workers (FAECYS).

O encontro que foi a continuidade de uma reunião que já havia acontecido em Buenos Aires, entre os dirigentes sindicais, buscou ampliar a parceria entre sindicatos de comerciários do Brasil filiados à UGT, com a FAECYS, assim como ampliar a possibilidade de convenio com outras categorias representadas pela central.

Segundo Adriana Rosenzvaig, secretária Regional da UNI Américas, o objetivo da central internacional é construir poder estratégico para os trabalhadores e trabalhadoras da América latina. “Essa reunião é fundamental porque, o fortalecimento do movimento sindical sul-americano só pode acontecer com esse intercambio e essa troca de ideias e projetos visando à unidade de luta”.

Adriana também enfatizou que a união sindical entre entidades latinas só vem a fortalecer categorias de trabalhadores que, atualmente, desenvolvem funções essenciais para as sociedades, mas que sofrem com os descasos de desvalorização profissional e laboral.

A dirigente ressaltou, dente as categorias citadas, os trabalhadores e as trabalhadoras de empresas multinacionais comerciárias dos setores de laticínio e de vestuário, as mesmas que a UGT em parceria com o Sindicato dos Comerciários de São Paulo desenvolvem diversas ações de manutenção e ampliação dos direitos trabalhistas, valorização e qualificação profissional, além de melhorias laborais, entre outros atos.

Ricardo Patah, presidente nacional da UGT lembrou que o capitalismo já não tem fronteiras nem limites, com isso a luta da classe trabalhadora também não pode ter. Quando se encampa uma ação em relação a empresas multinacionais que estão representadas no Brasil, a classe trabalhadora busca a adequação dessa instituição às leis trabalhistas brasileiras, mas acima de tudo, visa abrir um espaço permanente de diálogo entre o patronal e a classe trabalhadora, o que em muitos países não acontecem por conta da estrutura sindical vigente, em que muitas vezes não estimula o fortalecimento da base trabalhadora por categoria, mas sim por fábricas ou empresas.

Para Ruben Cortina esse é o diferencial que faz os movimentos sindicais no Brasil e na Argentina serem tão representativos, pois ambos buscam o fortalecimento das bases por categorias profissionais e, desta forma, aumenta a representatividade dos trabalhadores durante as negociações coletivas.

Rubens também enfatizou que a UGT, que já é a terceira maior central sindical brasileira e protagonista em diversas lutas pela ampliação dos direitos da classe trabalhadora brasileira, cumpre um papel fundamental no fortalecimento das ações da UNI para o sindicalismo internacional. “A maior participação da UGT na UNI é muito importante, pois falamos de uma entidade que se apresenta como fundamental na realidade sindical brasileira. Isso acontece por sua representação em relação aos trabalhadores de serviço é grande e assim, vemos uma enorme potencialidade para a UGT aportar o sindicalismo internacional globalmente e setorialmente para esses trabalhadores e trabalhadoras”, explica o presidente da UNI-Américas.

O encontro contou também com a presença de dirigentes sindicais de entidades ugetistas de vários setores como: esportes; asseio e conservação; comerciários; saúde; entre outros; além de contar com a participação de Oscar Guillermo Rojas, presidente do Sindicato de Obreros de Maestranza, da Argentina. Ao final do encontro foi discutida a filiação destas entidades à UNI.


Fonte: Mundo Sindical

Deixe um comentário