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Taxa de desemprego em Goiás é a maior desde 2012

Goiás apresentou alta de 1,3% na taxa de desemprego no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2014. O índice ficou em 7%, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o pior desde 2012, quando teve início a série histórica, mas se manteve abaixo do que foi estimado para o Brasil (7,9%), assim como em todos os trimestres nestes três anos.

Ao todo, a população desocupada passou de 188 mil para 238 mil pessoas em um ano. “O resultado mostra uma dinâmica melhor, mas que ainda acompanha o ritmo do País e preocupa”, explica o chefe do IBGE em Goiás, Edson Roberto Vieira, sobre a taxa do Estado, que foi a nona menor, e já reflete o momento econômico atual. Os primeiros resultados da Pnad Contínua por Unidade da Federação consideraram 144 municípios goianos, 7.387 domicílios de 545 setores.

Espera por vaga

Jackeline Sousa Silva, de 29 anos, espera encontrar logo uma vaga de trabalho. Ela diz que não está fácil, pois já entregou currículos em diversas empresas, fez entrevista em dois locais, mas nada de ser chamada. “A população está aumentando muito e eu já esperava que essa dificuldade aumentasse”, comenta. Ela trabalhava como estoquista e há um mês pediu demissão para buscar uma oportunidade melhor, mesmo sabendo que o período pode não ser tão favorável.

A aposta da jovem é se diferenciar com cursos de informática e formação em inglês no currículo, o que segundo especialistas é cada vez mais necessário. Mas, apesar do cenário preocupar, a taxa de desemprego ainda não refletiu no rendimento médio real dos trabalhadores, que se manteve estável, em comparação com 2014, em R$ 1.787 – valor menor do que o estimado para o Brasil (R$ 1.840).

Outro fator apontado pela pesquisa considerado positivo é que o nível de ocupação também permaneceu estável em comparação com ano passado, de 60,9% para 60,5%. O Estado ficou em quarto lugar. “A situação deteriorada é evidente, mas a formalização continua aumentando, porque o número de pessoas com idade para trabalhar aumentou mais do que a desocupação”, observa Edson Vieira, do IBGE.

Empregados no setor privado com carteira de trabalho passaram de 1,18 milhão para 1,23 milhão em 2015. Algumas áreas se destacaram e ficaram acima das taxas de ocupação nacionais, como a do serviço doméstico. Antes como diarista, a doméstica Claudete Lopes Alves, de 34 anos, é um exemplo de profissional que passou a ter a carteira assinada. “Ficou mais seguro para mim, tive direito a licença maternidade e garante mais tranquilidade para mim e para os meus filhos.”

Responsável pela renda da casa e pelos cinco filhos, ela diz que ter férias, os direitos garantidos e segurança pesou na decisão em trabalhar como empregada doméstica.

Fonte: O Popular

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