SPC deve incluir 60 mil em Goiânia no primeiro ano

Banco de dados com o histórico de consumidores avaliados como bons pagadores passa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2013

A Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Goiânia espera incluir 60 mil consumidores no Cadastro Positivo em 2013, por meio das unidades de atendimento do Sistema de Proteção ao Crédito (SPC) da capital. Esse número corresponde à metade das pessoas que passam pelos balcões do SPC por ano. O índice de adesão em Goiânia, logo no primeiro ano em que o Cadastro Positivo passa a vigorar, deve ser superior ao da média nacional (30%), já que os goianienses são mais receptivos a este tipo de trabalho, afirmou ontem ao POPULAR a gerente de Relacionamentos da CDL Goiânia, Dina Marta Correia, durante a 53ª Convenção Nacional do Comércio Lojista, encerrada ontem em Natal (RN).

“Se considerarmos as outras entidades no Estado ligadas à CDL, esse número deve ser ainda mais significativo”, frisa. O Cadastro Positivo foi aprovado por lei em 2011 e regulamentado no mês passado. Passa a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2013. Será um banco de dados com o histórico de consumidores que são bons pagadores, que será utilizado pelas empresas na hora de negociar com o cliente no crediário.

Vantagens

A ideia é favorecer aqueles que mantêm as contas em dia. Como oferecem menos risco de inadimplência, podem obter taxas de juros menores, ter menos burocracia na tomada de empréstimos e desfrutar de prazos mais alongados, explica o gerente de produtos do SPC Brasil, Bruno Lozi, que também esteve ontem na convenção.

Somente os consumidores que autorizarem a inclusão de seus dados farão parte do Cadastro Positivo, o que pode ser feito nos pontos de atendimento ou sites do SPC, Serasa ou Boa Vista. Segundo Lozi, o SPC já está preparado para fazer a captação de autorizações, tanto na estrutura física, técnica e sistêmica, nos balcões das mais de 2 mil CDLs espalhadas pelo Brasil e por onde passam cerca de 400 mil pessoas por mês. Mas admite que, num primeiro momento, o trabalho será principalmente de levar informações aos consumidores sobre o que é e quais as vantagens desse novo banco de dados.

“Em outros países, como os Estados Unidos, África do Sul, Alemanha, esse trabalho já é consolidado e são os próprios consumidores que buscam o sistema para se cadastrar. Aqui, a grande dificuldade ainda é a falta de informação, porque se trata de algo novo”, explica. Lozi ressalta que a alta taxa de juros existente no Brasil é fruto do risco de inadimplência que as empresas vivenciam, o que prejudica todos os consumidores de forma igual. “Não é só o Cadastro Positivo que vai fazer com que os bancos reduzam os juros, mas será a variável mais importante para que isso aconteça.”

Fonte: O Popular (GO)

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