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Só duas em cada dez famílias poupam, mas número cresce

Na véspera do Dia Mundial da Poupança, comemorado amanhã, duas informações se contrastam. Por um lado, uma parcela ainda muito pequena da população guarda algum dinheiro de reserva – apenas duas famílias em cada dez. Por outro, esse número é crescente e quase dobrou nos últimos nove anos. A constatação é da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) junto com a Ipsos, que pesquisou o hábito de brasileiros em 70 municípios brasileiros, dentre eles Goiânia.

Além de poucos, o perfil dos poupadores continua muito conservador. Entre os que fazem reserva financeira, a caderneta de poupança é o investimento preferido. De cada dez famílias, oito a nove optam por essa modalidade (85,8%). A preferência por esta opção avançou cinco pontos porcentuais em relação ao ano passado (80,8%). Uma das explicações para esse crescimento é que o rendimento da caderneta voltou a ser mais atrativa com o retorno à antiga regra de remuneração (0,5% ao mês mais TR) desde agosto de 2013 – quando o Banco Central elevou a taxa oficial de juros (Selic) de 8,5% para 9% –, afirma o gerente de economia da Fecomércio-RJ, Christian Travassos.

Curiosamente, a segunda opção para guardar dinheiro é deixar em casa (10,4%) e, na lanterna, aparecem os fundos de investimento (2,5%). “É uma questão cultural do brasileiro, de achar que a poupança é um excelente negócio. Ele também é desinformado sobre outras possibilidades de investimento, que podem ter baixo risco e rendimentos mais interessan- tes”, destaca o economista Marcus Antônio Teodoro Batista, especialista e mestre Finanças.

A maior motivação para os que poupam é a preocupação com o futuro ou com alguma eventualidade (66,6%). Bem abaixo disso, estão aqueles que guardam para a compra de imóveis (8,3%) e de automóveis (6,8%). Para Travassos, esta é uma mostra clara da visão mais hesitante da população neste momento de inflação alta e emprego crescendo menos.

Fonte: O Popular

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