Sindicatos iniciam campanhas por salários e redução de jornada

Uma das metas para 2011 do Sindicato dos Metalúrgicos é que toda a categoria seja beneficiada pela PLR

Comerciários, químicos, servidores municipais, bancários e metalúrgicos possuem metas em comum para este ano: repor a inflação dos últimos 12 meses e acrescentar ganho real aos salários – o que gira em torno de 8% -, além da luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução do salário e com geração de mais emprego. Juntas, as categorias representam 31.100 pessoas em Marília e região.

“Percebo que não será fácil conseguir o aumento real, entretanto estamos dispostos a lutar por isso”, analisa o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação, Wilson Vidoto Manzon.

Representando 10.600 trabalhadores, o Sindicato dos Comerciários, através do presidente Mário Herrera, também incorporou a luta pelas 40 horas semanais. “A redução de jornada significará 2,5 milhões de novos empregos no Brasil inteiro”, aponta Herrera. “Precisamos valorizar o ganho dos comerciários e ampliar as cláusulas que preservem o emprego dos trabalhadores”, completa.

Apesar da garantia do emprego, ser funcionário municipal em Marília, segundo aponta o Sindicato dos Servidores Municipais, não livra o trabalhador de sofrer assédio moral. A campanha 2011, enfoca as consequências negativas que o assédio moral causa aos 6 mil trabalhadores da prefeitura.

“A tensão gera estresse, que pode resultar em afastamentos e licenças médicas”, lembra o presidente do Sindimmar, Mauro Cirino.

Acostumados a enfrentar o assédio moral, os bancários, já se preparam para a campanha 2011. Conforme revela o presidente Edilson Julian, uma das reivindicações será o fortalecimento do piso para quem inicia na carreira, atualmente em R$ 1.250.

Metalúrgicos ainda lutam por PLR

Uma das metas para 2011 do Sindicato dos Metalúrgicos é que toda a categoria seja beneficiada pela PLR (participação nos lucros e resultados). No ano passado, 62% dos seis mil trabalhadores das três cidades abrangidas pela entidade sindical (Marília, Pompeia e Garça) foram contemplados. Os 38% restantes ficaram de fora por questões alusivas às estruturas administrativas das empresas.

“Estamos sensibilizando os industriais, principalmente os pequenos, que adotem o programa para a PLR. Isso representará não apenas ganhos para os trabalhadores, mas para as empresas que passarão a ter redução nos gastos com a produção”, aponta o sindicalista Irton Siqueira Torres.

Com 2 mil trabalhadores na região, os químicos, além de PLR, batalharão por redução de jornada, convênio médico e aumento real de 5% (mais a reposição da inflação anual). “As expectativas econômicas do setor, aliada ao novo governo, abrem caminho para uma campanha sólida”, aponta o assessor de imprensa do Sindicato dos Químicos, José Francisco dos Santos.

Trabalhadores querem piso maior

A comerciária Karla Ferreira, 19, entende que as campanhas salariais precisam resultar em pisos maiores, principalmente para as carreiras iniciais. “Atualmente recebo o piso do comércio, R$ 712, e acho que um piso ideal seria de R$ 1 mil”, comenta. Karla faz Ciências Contábeis e utiliza a remuneração mensal para arcar com as mensalidades da faculdade e também para ajudar nas despesas de casa.

O também comerciário Jairo Alves de Oliveira, 28, defende a necessidade de um salário mínimo maior. “O ideal seria um salário mínimo de R$ 1.500”, afirma. Para ele, as campanhas salariais deveriam elevar os ganhos dos trabalhadores de tal forma que as pessoas poderiam ter condições de vida melhor.

Há sete anos a servidora Teresinha Fátima de Souza, 46, trabalha na Prefeitura de Marília e já está acompanhando a movimentação para a campanha salarial 2011. “Inclusive no final de março houve reunião. No caso dos servidores, a Prefeitura deveria ampliar as referências salariais”, sugere

Fonte: Diário de Marília

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