Sindicato descarta falta de remédios

Ação da Justiça para dar prioridade à liberação de medicamentos em portos e aeroportos do País evita possível crise

Goiás não corre risco de sofrer com o desabastecimento de medicamen- tos em hospitais, farmácias e drogarias do Estado, graças à intervenção da Justiça Federal. É o que assegura Marçal Henrique Soares, presidente executivo do Sindicato das Indústria Farmacêuticas de Goiás (Sindifargo), em entrevista ao O HOJE. O alerta foi dado, anteriormente, por conta das greves de servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimenteo (Mapa) e da Receita Federal, que estavam prejudicando a distribuição de remédios em portos e aeroportos de todo o País e, no caso de Goiás, no Porto Seco, em Anápolis.

“A Justiça, que considerou a greve (da Anvisa) ilegal, ordenou que 70% dos servidores retornassem ao trabalho hoje (ontem) e a decisão foi cumprida. Em Goiás, uma porcentagem maior já voltou a traba­- lhar”, informou Soares.

Apesar disso, o superintendente do Porto Seco, Edson Tavares, contabilizou que cer­ca de US$ 85 milhões em mercadorias, sendo US$ 35 milhões em produtos fármacos, ainda estavam parados, ontem, no Porto Seco. “Com o posicionamento da Justiça, a distribuição de mercadorias deve ser normalizada entre 10 e 20 dias”, afirmou ele.

“Um fiscal da Anvisa, que trabalhava apenas duas vezes por semana no Porto Seco, passou a atuar todos os dias. Alémdisso, a Agência ordenou que uma fiscal ficasse exclusivamente com o atendimentos de medidas judiciais, solicitadas pelas empresas, para liberação de mercadorias prioritárias, co­mo a de medica­men- tos”, relatou Tavares.

Auditor fiscal da Receita Federal no Porto Seco, Amarildo Machado da Silva disse que a demora para liberação de mercadorias por parte da Receita se deve muito mais à Operação Padrão, realizada desde 18 de junho passado pelo órgão, do que às greves das três instituições federais. “So­mos quatro fiscais (um está de licença médica). Mesmo com a greve da nossa categoria, estamos analisando, diariamente, 30% das cargas que chegam”, garantiu. “A operação tornou nosso trabalho mais criterioso e, por consequência, mais demorado”, completou Silva.

A Operação Padrão da Receita, que tem gerado certa polêmica por causa da demora e, por consequência, das perdas por parte das importadoras, envolve a conferência de 100% das mercadorias separadas nos desem­- barques e retidas com as cores amarela ou vermelha na aduana. Isto obriga a verificação minuciosa dos produtos, por parte de técnicos do governo federal.

Fonte: O Hoje (GO)

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