Sete em dez brasileiros não sabem quanto pagam de juros no cartão, diz SPC Brasil

Ideal, diz ele, é compatibilizar controle da inflação com crescimento do país. ‘Europeus fizeram só austeridade fiscal e a Europa está em recessão

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu nesta quarta-feira (26), durante audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados, a política econômica do governo federal que, segundo ele, combina o controle da inflação com o estímulo ao crescimento econômico.

“Os europeus fizeram só austeridade fiscal e a Europa está em recessão. O desemprego está crescendo. E não me perguntem o que é melhor: crescimento ou inflação? Eu não caio nessa pegadinha. Tem que compatibiizar as duas coisas. A inflação é ruim, principalmente para o trabalhador. Tem de atacá-la e isso tem sido feito nos últimos anos. Mas temos de compatibilizar todas estas questões: a inflação e um crescimento maior [da economia]. Continuar a manter o emprego. Baixar inflação com desemprego [em alta] não é bom”, declarou o ministro da Fazenda.

O Ministério da Fazenda, entretanto, tem sido criticado por economistas por realizar um corte menor no orçamento deste ano, em relação a 2011 e 2012, possibilitando um aumento de gastos públicos em um ano marcado pelo crescimento da inflação. A principal crítica é que a chamada “política fiscal expansionista” (aumento de gastos) do governo pode estimular o aumento dos preços – em um momento em que o BC vem subindo os juros básicos justamente para conter as pressões inflacionárias.

De acordo com Mantega, o principal “predicado” de uma economia é gerar emprego para a população. “Nas manifestaões, não vi ninguém falando: Cadê o meu emprego? O jovem está estudando mais e se formando em mais tempo. Dez anos atrás tinha um desemprego acumulado. Continuamos gerando emprego mesmo com um crescimento mais baixo. Dois anos atrás reforçamos essa política econômica bem sucedida. Só faltou alguem falar que, quando a economia foi bem, foi por causa de sorte. E agora estourou uma crise internacional: quem sabe a culpa foi nossa. Acrise jogou todo mundo no chão. A China e a índia estão com problemas”, disse ele.

O ministro lembrou que o governo propôs a reforma do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interesatual para melhorar a estrutura tributária do país. “Temos de reduzir a carga tributária. No ano passado, as desonerações somaram 1% do PIB. Boa parte foi desoneração da folha de pagamentos. Não vi ninguem reclamando. Todo mundo quer entrar no programa de desoneração. Estamos avançando e só não avançaremos mais na medida em que isso ameaçar a realzação do resultado fiscal.. Queremos responsabilidae fiscal, controle da inflação e desenvolvimento da economia”, concluiu ele.

Fonte: G1

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