Senado: oposição tentará mínimo maior, mas reconhece força do governo

A oposição vai tentar, no Senado, garantir um salário mínimo superior aos R$ 545 aprovados na noite desta quarta-feira (16), na Câmara dos Deputados. O líder do DEM, José Agripino (RN), disse nesta quinta-feira (17) à Agência Senado que vai conversar com sua bancada, mas pessoalmente não admite nada inferior a R$ 560, valor defendido pela bancada do Democratas na Câmara.

O líder do PSDB, Alvaro Dias (PR), concorda com a idéia de se votar o projeto (PL 382/11) em regime de urgência, mas informou nesta quinta-feira que seu partido vai apresentar emenda prevendo um mínimo de R$ 600.

O próprio Alvaro advertiu, no entanto, que não pretende criar falsas expectativas: em recente votação, a bancada governista mostrou que está forte e unida. O senador reconheceu que, em início de governo, é difícil abrir dissidência na base governista e que a oposição não tem número para aprovar a emenda com o mínimo de R$ 600.

Oportunidade
O líder do PSDB afirmou que é dever de seu partido oferecer oportunidade para que os senadores demonstrem independência e assumam responsabilidades diante da opinião pública brasileira, “sobretudo em razão de compromissos que foram assumidos na campanha eleitoral e que não podem ser ignorados”.

O senador disse que o mínimo de R$ 600 é viável: se o governo alega o risco de um rombo de R$ 17 bilhões caso ele seja aprovado, a oposição demonstra que há subestimação de receita de R$ 20 bilhões e possibilidades de cortes, sem afetar setores essenciais, da ordem de R$ 11 bilhões.

Alvaro Dias anunciou também a decisão do PSDB de apresentar destaque para retirar do projeto dispositivo que permite ao governo reajustar o salário mínimo por decreto entre 2012 e 2015. Se esse destaque for rejeitado, o senador disse que o partido deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a mudança.

Fonte: Diap

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