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Seguro-desemprego só será pago com digitais

Fraude de R$ 30 milhões fez o governo apressar a adoção do sistema biométrico para o trabalhador receber o benefício

São Paulo – A Polícia Federal e o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) desarticularam ontrem uma quadrilha que fraudou o seguro-desemprego em R$ 30 milhões, maior desvio da história do benefício.

Em resposta à fraude, o governo anunciou que, em até dois anos, a retirada do benefício será feita por sistema biométrico, que identificará as digitais do beneficiário para liberação do pagamento.

“O ministro Brizola Neto considera urgente a implantação da biometria. Se hoje fosse assim, essa fraude não teria ocorrido”, afirmou o secretário substituto de Políticas Públicas de Emprego do MTE, Rodolfo Torelly.

O cadastro dos brasileiros está sendo realizado em pria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Alagoas e Sergipe foram cadastrados por completo e devem ser os primeiros Estados a testar o novo sistema, ao longo do próximo ano”, disse Torelly.

Esquema

Quatro suspeitos de fazerem parte da quadrilha foram presos em Uberlândia. Com eles, foram apreendidos quatro carros novos de luxo, R$ 20 mil, documentos pessoais, documentos de empresas, carimbos e computadores.

Outros seis suspeitos estão sendo investigados. Segundo a Polícia Federal, a quadrilha agia há cinco anos em São Paulo, Tocantins, Minas Gerais e Goiás.

“Os saques eram feitos em todo o País. O que implantamos para facilitar a vida do trabalhador facilitou o desvio”, afirmou Torelly, que disse estudar possibilidade de o seguro-desemprego “voltar a ser sacado apenas no Estado em que foi solicitado”.

Foram identificadas 287 empresas abertas pelos membros da quadrilha.

“O mais difícil na identificação da fraude foi cruzar as informações, porque eles usavam documentos verdadeiros, Cartão Cidadão válido e CNPJ ativo”, disse Ricardo Oliveira, diretor da operação.

O patrimônio dos suspeitos está sendo levantado para um possível sequestro de bens. Os valores devem ser encaminhados ao Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Os investigados responderão pelos crimes de formação de quadrilha, estelionato e lavagem de dinheiro. As penas, somadas, podem chegar a 20 anos de prisão.

A operação foi batizada de Chakal em referência ao pseudônimo usado pelo grupo em cadastros em órgãos públicos. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em São Paulo, Ribeirão Preto (SP), Jaboticabal (SP), Uberlândia (MG), Catalão (GO) e Gurupi (TO). A Polícia Federal e o MTE preferiram não divulgar os meios pelos quais identificaram a fraude “para que ações futuras tenham o mesmo sucesso”.

Fonte: O Popular (GO)

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