Saúde financeira do goiano vai mal

A saúde financeira do goiano não está nada boa. E para safar dessa gripe insistente, o remédio é apostar na organização do fluxo de caixa. Essa é a análise do Saúde Financeira, novo índice desenvolvido pelo aplicativo de planejamento financeiro GuiaBolso. Entre todos os entes da federação, Goiás amarga a 18ª posição do ranking e é o mais debilitado do Centro-Oeste (veja quadro).

Baseado no comportamento financeiro dos usuários – 750 mil em todo o País –, o aplicativo consegue medir a temperatura das finanças pessoais. Para tanto são observados três indicadores dos usuários: o fluxo de caixa, uso de cheque especial e investimentos.

Segundo o sócio do GuiaBolso, Thiago Albernaz, os resultados do fluxo de caixa revelam que, em média, os goianos estão desorganizados financeiramente. Diante de um cenário econômico ruim, com inflação e taxas de juros altas, a falta de controle pode ajudar a afundar as finanças. “Em geral as pessoas superestimam quanto ganham e subestimam quanto gastam”, ressalta.

O uso de cheque pessoal não é alto, mas nem assim o diagnóstico é positivo. Thiago explica que isso ocorre porque há baixa disponibilidade de aprovação do recurso e, quando utilizado, o uso é prolongado. “O cheque especial é para socorrer alguma situação breve, de poucos dias”, orienta o empresário.

Embora esse seja uma leitura dos resultados colhidos de todos os usuários, pode ser utilizada como ferramenta individual. “O usuário pode saber sua pontuação e se está dentro da média dos demais. É uma competição saudável”, diz. Thiago ressalta que os usuários do GuiaBolso observaram uma melhora de 14% no seu índice de saúde financeira, ao contrário do crescente endividamento que vem ocorrendo no País. A reportagem entrevistou dois goianos, usuários do aplicativo. Embora nenhum deles estivesse no vermelho, contam que, num curto espaço de tempo, a melhora foi significativa.

Usuários

O empresário Gilvan Alencar, 35 anos, utiliza o aplicativo há três meses. Nesse meio tempo, deslanchou na pontuação, saindo de uma saúde financeira intermediária para uma pontuação acima de 500 pontos. “Consegui poupar mais. Comecei a aplicar dinheiro e ter autocontrole”, explica.

Ele conta que já trabalhava com algumas planilhas de gerenciamento, mas o que despertou a curiosidade para o aplicativo é que tudo é feito de forma automática. “No fim do mês, num único clique tenho o resumo”, diz.

Ele lembra que utiliza também a ferramenta que auxilia no planejamento mensal. “Trabalho todo mês com uma margem. Sei tudo o que gasto e a ideia é melhorar no ranking todos os meses”, diz.

“Achei que teria de gastar parte do dinheiro que tinha na poupança para pagar uma cirurgia feita pela minha esposa. Comecei a utilizar o aplicativo e vi que não precisava”, afirma o engenheiro mecânico Emerson Leandro Monteiro Santos.

Ele explica que não tinha total controle de seus gastos. “Ficava inseguro pensando se sobraria dinheiro ou teria de recorrer à poupança”, diz.

Fonte: O Popular

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