Queda de avião mata Eduardo Campos e mais seis em Santos

Preparando para pousar, piloto do presidenciável decidiu arremeter aeronave, que acabou caindo na cidade

Santos (SP) – Após arremeter quando tentava pousar na Base Aérea de Santos, num dia de tempo fechado, o avião que transportava o candidato à Presidência da República Eduardo Campos e quatro integrantes de sua equipe, além de piloto e co-piloto, caiu num terreno vazio no meio de um quarteirão no Boqueirão, área nobre de Santos, ontem de manhã.

Os sete ocupantes do jato Cessna 560XL morreram na hora. Peças da aeronave ficaram espalhadas por 13 imóveis vizinhos, e o impacto da queda do avião quebrou janelas e destelhou casas num raio de 200 metros. Seis moradores ficaram feridos, entre eles uma menina de 1 ano e 9 meses.

Campos havia saído do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, às 9h21m, a bordo do jato executivo que costumava usar em seus deslocamentos. Além do candidato do PSB, estavam no voo o ex-deputado federal e assessor de campanha Pedro Valadares; o assessor de imprensa Carlos Percol; o fotógrafo Alexandre Severo; o cinegrafista Alexandre Lyra; e os pilotos Geraldo Magela Barbosa da Cunha e Marcos Martins. A equipe de Campos se dirigia ao Guarujá, onde participaria de um evento de campanha e de um seminário no Hotel Jequitimar.

Depois da tentativa frustrada de pouso, o avião utilizado por Campos foi visto voando a uma altura abaixo da permitida na região da Praça Mauá, no centro de Santos. Pouco depois das 10h, o controle aéreo de Santos já havia perdido contato com os pilotos.

Vizinhos notaram que saía fogo e fumaça de uma das turbinas segundos antes da queda. O avião teria desviado de um prédio de oito andares, segundo o relato de testemunhas, e passado perto de outro edifício residencial antes de cair sobre um bambuzal nos fundos de uma academia e de um conjunto de casas na esquinas das ruas Vahia de Abreu e Alexandre Herculano.

Após o impacto da aeronave no solo, moradores ouviram som semelhante a uma explosão e viram um clarão. O fogo se espalhou rapidamente pelos cômodos das casas que dão fundos para o terreno. Em pânico, quem estava nas residências saiu para a rua.

“Foi como um terremoto. Quem estava aqui por perto ouviu o barulho e sentiu tudo tremendo”, disse o estivador Donizete Maguila Júnior, de 37 anos. “ As pessoas começaram a sair correndo de suas casas, e a gente tentava ajudar. Tinha muita fumaça. A gente pegava as pessoas que estavam passando mal e já colocava nos carros.”

Os bombeiros chegaram alguns minutos depois. Foram necessárias duas horas para conter as chamas. O deslocamento de ar provocado pela queda do avião arrancou portas e janelas de casas vizinhas. Estilhaços de uma janela atingiram a cabeça da aposentada Miriam Rodrigues Martinez, de 58 anos. “Quando olhei pela janela, vi um clarão tão grande que não dava para enxergar mais nada. Até então, não sabia que era um avião. Achava que tinha caído um meteorito. Minha irmã gritou que a janela tinha quebrado e ela estava machucada, com pedaços de vidro no cabelo. Quando olhamos para o quintal, havia pedaços de avião para tudo quanto era lado.”

Cinco das seis pessoas feridas foram liberadas após serem atendidas na Santa Casa de Santos. Até o início da noite de ontem, apenas Gabriela Correa Andrade, de 1 ano e nove meses, seguia internada em observação.

Fonte: O Popular

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