Programe-se para os dias de jogos

Quando o assunto é Copa do Mundo, não há consenso entre os lojistas de Goiânia que trabalham com produtos potencialmente comercializáveis para esta data (TVs, artigos esportivos, bandeiras, decoração, bebidas, dentre outros). Enquanto uma parte reclama do total desânimo do consumidor para alavancar as vendas, outra já comemora a elevação nos negócios. Mas independente se o resultado tem sido positivo ou não, o fato é que o mundial no Brasil, mesmo longe da capital goiana, vai alterar toda a dinâmica de funcionamento da cidade, não apenas do comércio, mas das empresas em geral.

A reportagem de O POPULAR fez um amplo roteiro dos horários de funcionamento dos principais setores de atividade na capital durante os jogos do Brasil na Copa, nesta primeira fase – dias 12 e 23 de junho, às 17 horas, e dia 17 de junho, às 16 horas. Também pesquisou como estão os preços de alguns dos itens mais vendidos para o campeonato (TVs, camisetas e bandeiras). E listou ainda algumas opções de bares e locais que terão programações especiais para a exibição das partidas (veja quadro).

Entre elas, estão os dois eventos que a prefeitura deve realizar em áreas públicas nestes três dias de jogos da seleção brasileira, divulgados em primeira mão pelo jornal. A decisão foi tomada na última quinta-feira. Segundo o secretário municipal de Turismo, Esporte e Lazer, Sebastião Peixoto, devem ser instalados telões no Mercado Popular da Avenida 74, no Centro, e no Parque Vaca Brava, Setor Bueno. “No mercado já é uma certeza. No Vaca Brava, está praticamente acertado, com 90% de chances”, explica.

COMÉRCIO

Não existe obrigatoriedade, mas o comércio de rua deve fechar as portas aos clientes com uma hora de antecedência aos jogos e só retomar as atividades no dia seguinte, inclusive por uma questão de segurança, afirma o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Goiás (Sindilojas), José Carlos Palma. Já a maioria dos shoppings retoma seu funcionamento após o fim das partidas.

Segundo ele, a paralisação das lojas por algumas horas não prejudicará o faturamento das empresas, opinião diferente da do presidente da Associação Goiana de Supermercados, Nelson Alexandrino. Para ele, o fechamento, ainda que temporário, representa queda no movimento e pode anular alguma vantagem que o estabelecimento possa ter tido com as vendas para o campeonato.

Embora a proximidade do início da Copa tenha injetado ânimo ao consumidor e melhorado as vendas no varejo, no geral, a maior parte dos lojistas que poderiam se beneficiar da data não atingiu as metas como gostaria, explica José Carlos. “O brasileiro está chateado com o que foi feito com uma oportunidade como essa, de sediar uma Copa do Mundo no País. A maior parte das promessas não foi cumprida, obras não estão concluídas, dinheiro gasto em excesso, tudo isso gera sentimento de insatisfação e refletiu no comércio.”

O gerente da Centauro do Flamboyant, Victor Vitorino, tem visto essa reação na prática. Na sua loja, a comercialização de produtos ligados ao campeonato (como as camisetas oficias de jogador, de torcedor e bandeiras do Brasil, por exemplo) ainda está muito aquém do esperado. “Essa Copa ainda não ‘aconteceu’ para nós. Mas esperamos que, dessa semana em diante, melhore”, afirma.

O vendedor da Apolo Esportes Paulo Sérgio Mendes diz que a loja também teve um movimento fraco em maio para os artigos da Copa. Entretanto, já verifica um crescimento de 30% nesta primeira semana de junho. Na Flávio’s do Goiânia Shopping as vendas já foram incrementadas em 30%, mas a expectativa é de ainda chegar a 50%, informa a gerente Ana Paula Silva.

No caso das Lojas Novo Mundo, a empresa comemora um aumento de 93% nas vendas de TVs no mês passado, comparado a maio de 2013 – muito acima dos 50% esperados. Foram 27 mil aparelhos comercializados pela rede em um mês, afirma o diretor de compras da rede, Leidomar Azevedo. Um resultado que não foi sentido com a mesma intensidade por alguns outros varejistas do ramo.

POPULARES

O mundial também tem rendido bons negócios ao feirante Luiz Cláudio Alves, que tem um ponto na Avenida Rio Verde e na Vila Redenção. Ele trabalha há mais de cinco anos com produtos esportivos e diz que as bandeiras do Brasil e camisetas verde-amarelas são o carro-chefe das vendas há alguns meses. As infantis e para bebês, por exemplo, já se esgotaram. “Mas a campeã de vendas é a bandeira para capô de carro”, frisa.

Para o proprietário da JR Esportes do Camelódromo 1 de Campinas, Onério Ferreira Júnior, os preços mais populares facilitam a intenção do consumidor de se vestir de verde-amarelo para torcer pela seleção. “Tenho clientes que compraram para a família toda. Mas é bom esclarecer que ninguém aqui trabalha com produtos falsificados. São apenas camisetas coloridas e com o brasão, com modelos que parecem com as originais”, diz.

Fonte: O Popular

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