SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO DE GOIÂNIA – SINDMETAL – GO

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Produção industrial recua mesmo com incentivos ao setor

O resultado foi influenciado, principalmente, pelo recuo de 16,8% na produção de veículos registrado em maio na comparação com o mesmo período de 2011

As medidas de estímulo adotadas pelo governo para incentivar setores da indústria, como o da linha branca (geladeiras e fogões) e de móveis, não foram suficientes para evitar a queda na produção industrial brasileira em maio.

Segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o recuo foi de 4,3% no mês em relação ao mesmo período do ano passado e de 0,9% na comparação com abril. É o maior percentual desde setembro de 2009, quando a produção caiu para 7,6%, e a terceira queda consecutiva mensal verificada no ano.

O resultado foi influenciado, principalmente, pelo recuo de 16,8% na produção de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e autopeças) registrado em maio na comparação com o mesmo período de 2011. No período, os estoques de automóveis nas montadoras alcançou 43 dias. No mês, a queda foi de 4,5%, e no acumulado do ano, o percentual alcançou 18,1%. O setor é um dos que tem maior peso na pesquisa e a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) que baixou os preços dos veículos passou a vigorar apenas no final de maio.

Já a produção de linha branca, que desde o final de 2011 conta com o imposto menor, manteve-se elevada desde dezembro. Em maio, a produção foi 8,5% maior que no mesmo período do ano passado, porém, 0,5 ponto percentual menor que o resultado obtido no mês anterior (abril). Na média acumulada do ano, a alta é de 8,8%. Na semana passada, o governo renovou a redução do IPI para mais dois meses com a expectativa de equilibrar a produção e manter os empregos no setor.

A produção de móveis seguiu a mesma tendência e em maio fechou com crescimento de 22,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao mês anterior, o crescimento foi de 7,6 pontos percentuais. Na média acumulada do ano, a produção industrial se mantém elevada, em 14,4%. O governo renovou a redução do IPI para o setor por três meses na semana passada. Ao todo, a renúncia fiscal do governo com as medidas é de R$ 684 milhões para o novo período.

“O que a gente nota é que a produção industrial manteve sua trajetória de queda impactada, principalmente, pela redução na produção de veículos. O setor tem maior peso na pesquisa e influencia o resultado. Mas, por outro lado, os setores que tiveram incentivo à produção, como de linha branca, mantiveram suas produções elevadas no ano em comparação os os mesmos meses de 2011”, disse o coordenador da pesquisa, André Luiz Macedo.

De acordo com a pesquisa, a produção recuou em 14 dos 27 ramos investigados no mês. Já na comparação com maio de 2011, o número de setores foi ainda maior, de 17. Um dos que tiveram queda na produção e chamou a atenção foi o de alimentos (-3,4%). No ano, o recuo na produção industrial acumulada é de 3,4%, e nos últimos 12 meses, o resultado verificado é de queda de 1,8%, segundo o IBGE.

Outros resultados negativos vieram do setor de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-10,9%), metalurgia básica (-2,4%), celulose e papel (-3%) e calçados e artigos de couro (-5,3%). O setor produtor de bens de consumo duráveis puxou a queda, seguido por bens de capitais. Uma das explicações pode estar ligado à restrição do crédito e o comprometimento da renda das famílias brasileiras.

Fonte: Folha.com

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