SINDICATO DOS TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS METALÚRGICAS, MECÂNICAS E DE MATERIAL ELÉTRICO DE GOIÂNIA – SINDMETAL – GO

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Produção goiana surpreende e cresce 9,2% no semestre

Setor de produtos químicos lidera crescimento, seguido de metalurgia e minerais

Se nas vendas a indústria goiana fechou o primeiro semestre deste ano com um desempenho abaixo do esperado, na produtividade o setor superou todas as expectativas e foi destaque nacional. Goiás foi o Estado que mais incrementou sua produção industrial no País de janeiro a junho dese ano, com um aumento de 9,2%.

Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um dia depois da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) revelar que o faturamento do setor teve um salto modesto de 3,3% no primeiro semestre do ano, por influência das incertezas da crise internacional.

Tendências

As diferentes tendências entre vendas e produção chamaram a atenção de especialistas. Isso porque, geralmente, a produção só cresce quando as vendas vão bem. Mas esta lógica, em Goiás, foi contrariada neste primeiro semestre: as vendas expandiram timidamente, enquanto a produção surpreendeu.

A dualidade entre vendas e produção no primeiro decorre das mudanças de logística das indústrias farmacêuticas, no primeiro trimestre. Mais de dez linhas de produção da indústria farmacêutica foram transferidas de São Paulo para Anápolis, em 2011, e começaram a operar neste ano.

O fato refletiu no aumento da produção industrial do Estado. Entre janeiro e maio, a produção farmoquímica, que se refere a quantidade de medicamentos processados pelas unidade fabris, avançou cerca de 30%, conforme estimativa do Sindicato das Indústrias Farmacêuticas.

O grupo NeoQuímica, por exemplo, investiu R$ 500 milhões em Goiás com a transferência de 80% de sua plataforma logística, que inclui 23 empresas, de São Paulo para Anápolis, no segundo semestre do ano passado.

O complexo farmacêutico de 100 mil metros quadrados passou a produzir 6,5 bilhões de comprimidos/ano no primeiro semestre deste ano, além de ter a maior gama de produtos do mercado, como sólidos, líquidos, efervescentes, semissólidos e cremes.

Outro exemplo vem do Laboratório Teuto. A indústria passou a contar com 500 apresentações de medicamentos, entre genéricos, similares, linha hospitalar, fitoterápicos, desde a venda de 40% de suas ações para a norte-americana Pfizer, no fim de 2010.

Paralelo a este processo de incremento da produção em Goiás, o mercado desaqueceu com o endividamento do consumidor e com o clima de insegurança vindo da Europa. Em consequência disto, as vendas caíram.

De forma geral, o setor de produtos químicos, onde está inserida a indústria farmacêutica, avançou 37,8%. O segundo melhor desempenho vem do setor de metalurgia básica, que inclui a fabricação, fundição e extração usando metais. Este ramo de atividade industrial cresceu 11,2%.

Segundo analistas, o avanço da metalurgia ocorreu por conta dos investimentos realizados pelas indústrias, com a cotação do dólar em baixa no primeiro trimestre, e da formação de estoque dos compradores para enfrentar cenários “possivelmente mais desagradáveis para indústria no segundo semestre”.

Salto

A empresária Maria Iracema Abud Riemma, da Metalcort, empresa especializada na fabricação de expositores de produtos, gôndolas de supermercados, prateleiras de clínicas, entre outros, afirma que o salto da produção e do faturamento foi de 20%.

Segundo ela, o primeiro semestre foi mais estável que o mesmo período do ano passado. “Ano passado o cenário estava nebuloso. Este ano tudo melhorou. Mas a crise está atingindo os compradores, de junho para cá”, avalia.

O terceiro setor que mais cresceu foi o de minerais não metálicos, puxados pelo aumento das exportações do Estado (10,5%). Em quarto, aparece a indústria extrativa, com variação de 0,5%. Sob reflexo de crise mundial, a indústria de alimentos teve redução de 3,2%.

Fonte: O Popular (GO)

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