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Produção de TV dispara de olho na Copa do Mundo

A indústria brasileira já se beneficia da Copa do Mundo, com o crescimento da produção de itens como televisores, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tal incremento se traduziu no maior dinamismo da categoria chamada de bens de consumo duráveis, que inclui móveis, veículos e eletrodoméstico e cujo avanço de subiu 6,9% de janeiro para fevereiro.

Ao lado da alta de 8% dos bens de capital (máquinas, equipamentos, caminhões e outros bens destinados ao investimento), a categoria teve o melhor desempenho da indústria em fevereiro e teve o impulso tanto dos eletrodomésticos da chamada linha marrom (som e imagem) como de veículos.

“A produção de TVs vem crescendo há dois, três meses e, claro, há uma relação com a Copa do Mundo. Isso sempre ocorre em anos que acontecem o evento”, disse André Macedo, gerente da pesquisa de indústria do IBGE.

Na comparação com fevereiro de 2013, a produção do setor de material eletrônico e de equipamentos de comunicação cresceu 43,3%, sob impacto de televisores e celulares, especialmente. Foi o segundo ramo de maior peso na taxa geral da indústria atrás apenas de veículos (12,9%), cujo peso é maior.

Indicador

A produção da indústria em fevereiro cresceu 0,4% e ficou em linha com as projeções. Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE. O resultado mantém a tendência de melhora de janeiro, quando o setor registrou expansão de 3,8%, após um resultado ruim em dezembro. Analistas previam um crescimento da ordem de 0,5% da indústria de janeiro para fevereiro. O dado de janeiro foi revisado para cima – originalmente, a alta havia sido menor, de 2,9%.

Em fevereiro, o setor registrou ainda alta de 5% ante igual mês de 2013, acumulando expansão de 1,3% neste ano. Já em 12 meses encerrados em fevereiro, a taxa é positiva em 1,1%.

Um ajuste do setor afim de recompor estoque é um dos motivos de impulso à produção, que só não deslancha porque travas tidas como importantes persistem.

Dentre elas, estão os juros em alta, o crédito mais caro e restrito e as dúvidas em relação ao mercado de trabalho, que já aponta para uma desaceleração da renda e do emprego. Com esse cenário, o consumo é afetado e a confiança dos empresários se mantém em níveis historicamente baixos.

Setores

De janeiro para fevereiro, os setores que ajudaram a turbinar o desempenho da indústria foram os de veículos (7%), equipamentos médicos e hospitalares (17,6%), bebidas (5,1%) e alimentos (1,4%). Já as quedas de destaque ficaram com farmacêutica (9,7%) e produtos químicos (3,1%).

Os dados do IBGE mostram um crescimento disseminado pelos diversos segmentos, com alta em 19 dos 27 setores pesquisados.

Fonte: O Hoje

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