Produção da indústria volta a cair em novembro, mostra IBGE

Tiveram as maiores baixas as indústrias extrativas e de veículo automotor. No ano, indicador acumula queda de 2,6% e, em 12 meses, de 2,5%

A produção da indústria brasileira registrou queda de 0,6% em novembro de 2012, na comparação com o mês anterior, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (4). Em outubro, a atividade fabril havia crescido 0,1%, de acordo com dados revisados. Na comparação com novembro de 2011, o indicador apresentou recuo de 1%.

No ano, a produção industrial acumula queda de 2,6% e, em 12 meses, baixa de 2,5%.

Em novembro, foi registrado recuo em 16 dos 27 ramos investigados, com destaque para indústrias extrativas (-6,7%) e de veículos automotores (-2,8%) – o maior desde janeiro de 2012, quando foi registrada baixa de 29,2% por conta de paralisações principalemente na área da indústria de caminhões.

Na sequência, entre as influências negativas, estão as da indústria de metalurgia básica (-3,3%), de equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, de ópticos e outros (-10,7%), de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-7,0%), de produtos de metal (-2,2%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-2,9%) e de fumo (-8,3%).

Entre os ramos que registraram aumento da produção, as maiores influências partiram das indústrias de bebidas (3,4%), farmacêutica (2,8%), de vestuário e acessórios (7,4%) e de celulose, papel e produtos de papel (1,8%).

Na análise das categorias de uso, tiveram queda bens de capital (-1,1%), bens de consumo duráveis (-1,0%) e bens intermediários (-1,0%). O setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis teve variação negativa de 0,1%.

Sobre um ano antes

Na comparação com novembro de 2011, foram registradas quedas em 16 das 27 atividades pesquisadas pelo IBGE, com as maiores variações partindo das indústrias de veículos automotores (- 7,5%), de setores de edição, impressão e reprodução de gravações (-8,3%), de metalurgia básica (-4,0%) e de indústrias extrativas (-3,7%), entre outras. Entre os ramos que aumentaram sua produção, os maiores impactos foram observados em farmacêutica (8,9%), refino de petróleo e produção de álcool (4,9%) e outros equipamentos de transportes (7,6%), entre outras atividades.

No ano, 17 dos 27 ramos mostraram queda na produção, com destaque para a indústria de veículos automotores (13,3%). Também exerceram pressão negativa material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-13,6%), alimentos (-2,1%), metalurgia básica (-4,2%) e edição, impressão e reprodução de gravações (-5,6%), entre outros. Entre as dez atividades que registraram avanço na produção, as principais influências partiram de refino de petróleo e produção de álcool (3,9%), outros produtos químicos (3,7%) e outros equipamentos de transporte (8,5%).

Fonte: G1.com

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